📜EDUCAÇÃO| As inscrições para o Seminário de Responsabilidade Técnica (RT) estão abertas no nosso site. Os Seminários ocorrem no dia 30 de Setembro para os médicos veterinários e zootecnistas, de forma virtual.
Em 23 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a doença causada pelo vírus Monkeypox é uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Em virtude da gravidade, a legislação eleitoral vigente no momento permite a publicação de comunicados nos casos de potenciais prejuízos à sociedade brasileira. Diante do cenário de urgência, o CFMV divulga a Nota Técnica nº 96 do Ministério da Saúde (MS) com as recomendações sobre o manejo de animais de companhia clinicamente suspeitos ou expostos à infecção pelo Monkeypox Vírus. O documento foi enviado às secretarias estaduais de saúde, no dia 6 de setembro, por meio do Ofício Circular nº 194.
A nota foi elaborada porque, em agosto de 2022, o ministério recebeu a notificação de um cão com lesões sugestivas da doença, com resultado detectável para Monkeypox Vírus, mantendo-se em investigação para verificação da infecção.
Como a transmissão do vírus geralmente ocorre pelo contato com as lesões, fluídos corporais e gotículas respiratórias de pessoas ou animais infectados, os órgãos de saúde do estado e do município recomendaram o isolamento do animal e a desinfecção do ambiente reservado para a quarentena com água sanitária.
As mesmas práticas devem ser adotadas, se outros casos forem identificados em animais. Para informações sobre medicamentos e tratamentos, o indicado é consultar um médico veterinário.
As recomendações para o médico veterinário prestar atendimento a um animal suspeito para Monkeypox estão no site do CFMV
Na última sexta-feira (2), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) interditou preventivamente uma fábrica por suspeita de contaminação de petiscos para animais pela substância monoetilenoglicol. Em virtude da emergência estabelecida e a necessidade de orientar os médicos veterinários com urgência, o Sistema Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária (CFMV/CRMVs) atendeu à solicitação de apoio do ministério no sentido de divulgar as condutas recomendadas no atendimento clínico dos animais suspeitos de intoxicação, tendo em vista que a legislação eleitoral vigente no momento prevê a permissão de comunicados em casos de gravidade e prejuízos à sociedade brasileira.
Desde a semana passada, o CRMV-MG e de CRMV-SP acompanham as investigações, uma vez a fábrica está instalada em Guarulhos, São Paulo, e as primeiras perícias dos corpos de animais foram realizadas pela Polícia Civil de Minas Gerais, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com as informações apuradas até o momento, os regionais publicaram as orientações preliminares aos profissionais, disponíveis no site do CFMV
Diante dos riscos iminentes à saúde de animais, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) determinou, nesta sexta-feira (02), o a interdição da fábrica Bassar Indústria e Comércio Ltda e o recolhimento nacional de todos os lotes de produtos da empresa, em razão da suspeita fundamentada de ocorrência de produtos contaminados. A equipe de fiscalização do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Mapa esteve na tarde de hoje no local e interditou a fábrica envolvida, localizada em Guarulhos (SP), até que sejam apresentadas todas as informações requeridas pela fiscalização. A princípio os produtos identificados com suspeita de contaminação são o Every Day sabor fígado (lote 3554) e o Dental Care (lote 3467). O recolhimento dos produtos deve ser feito pela empresa e os produtos devem ficam apreendidos nos armazéns da própria empresa. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, por meio de informação preliminar, já são nove cachorros mortos após ingerirem os petiscos da marca Bassar com suspeita de substâncias tóxicas. Seis mortes ocorreram em Belo Horizonte, uma em Piumhi (MG) e duas em São Paulo. A medida é preventiva e poderá ser alterada em razão das informações que venham a ser obtidas com as investigações que estão sendo conduzidas. O Mapa já coletou as amostras dos produtos, que estão sendo encaminhadas aos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária do Ministério para análise.
Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, sedia a 3ª Câmara Nacional de Presidentes (CNP) do Sistema CFMV/CRMVs, entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro. A Presidente do CRMV-PA, Nazaré Fonseca de Souza está no evento com representantes de outros estados.
Na pauta técnica, os presidentes debateram sobre diversos temas que estão em foco para a atualização e melhorias da medicina veterinária em nosso país.
Na abertura, o presidente do CFMV Francisco Cavalcanti de Almeida, reafirmou a concentração de esforços do CFMV para acelerar a transformação digital de todo o Sistema. A implantação do Sistema Unificado de Administração Pública (Suap) está em ritmo avançado. A ferramenta moderniza os trâmites de processos administrativos, interligando eletronicamente os conselhos.
O conselho regional organizou uma programação para os presidentes na Expointer, no dia 2 de setembro. Ao final do dia, será entregue o Prêmio Professor Édison Armando de Franco Nunes. Em sua primeira edição, a premiação será destinada a médicos-veterinários e zootecnistas gaúchos que tiveram papel importante nos setores público, privado, de ensino e terceiro setor, reconhecendo profissionais que contribuíram para a ciência da Medicina Veterinária e Zootecnia, agraciados em 15 categorias.
O prêmio leva o nome do médico veterinário Édison Nunes, de Passo Fundo, cidadão emérito e responsável por melhorias da profissão no estado e no país. Falecido em março de 2021, a premiação chega para resgatar a memória e o legado do professor.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Pará (CRMV/PA), através de nossa presidente Drª Nazaré Fonseca de Souza, participou da Câmara Nacional de Presidentes do Sistema CFMV/CRMVs. O encontro, que se estende até esta quinta-feira (1º/9), em Porto Alegre, reúne lideranças da Medicina Veterinária e da Zootecnia de todo o País para troca de experiências e debates de temas fundamentais para os profissionais das áreas. A plenária foi aberta remotamente pelo presidente do CFMV, Francisco Cavalcanti de Almeida, que relatou as conquistas do Sistema, entre elas a construção de uma nova sede, que está em andamento, com o objetivo de melhor atender os profissionais. “É sempre uma grande satisfação participar deste momento junto com meus colegas presidentes. É aqui que conseguimos de forma mais atuante trocar experiências e amplificar nossas ideias para o melhoramento dos conselhos visando os profissionais de cada região.” Comentou Drª Nazaré Fonseca. – Presidente do CRMV/PA.
A musicoterapia é o uso da música para facilitar a comunicação e atender às necessidades físicas, mentais, emocionais e cognitivas. Para os animais, atua como um fator antiestresse e uma forma de enriquecer a audição. Para cada sistema de comunicação, existe um estilo de música semelhante para acalmar os animais de estimação. Um exemplo é a música clássica, que pode ser usada com cães e gatos para melhorar a qualidade de vida, prevenir doenças e auxiliar na recuperação e tratamento.
Para os cães, por exemplo, a melodia pode ser incluída em passeios, momentos de descanso em casa, brincadeiras com mentores ou até mesmo consultas diárias com os animais, diz Juliana Mendes, veterinária da Gaia Medicina Veterinária Integrativa. “Também há pessoas mais corajosas que não gostam muito de tomar banho. Nesse caso, pode-se tocar uma música mais calma para acalmar o bichinho e proporcionar um momento melhor”, observou. Joana Barros, também médica veterinária da Clínica Gaia, explica que os diferentes estilos musicais podem provocar reações distintas nos pets. É preciso, portanto, perceber qual o estilo preferido de cada bichinho para proporcionar conforto a eles. “Eles sentem a música. Músicas agitadas, com mais energia, tendem a deixá-los mais agitados ou estressados; melodias calmas, tendo como base um piano, por exemplo, podem ser usadas como canções de ninar”, explica Joana.
Playlist A Gaia Medicina Veterinária Integrativa criou uma playlist com diversas músicas para que os animais de estimação possam aproveitar os momentos. Ouça
Com o primeiro caso de doença Monkeypox transmitida de humanos para animais, o que sabemos até então sobre o assunto?!
No último dia 24, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais publicou um comunicado oficial, confirmando o primeiro caso de transmissão da espécie humana para a canina no Brasil. O tutor havia começado a apresentar sintomas no dia 03/08/2022 e o cão, um filhote de 5 meses de idade, por sua vez, iniciou a manifestação da doença no dia 13/08/2022. O animal teve início dos sintomas em 13/08/2022, começou com prurido, apresentando lesões em pápula, pústula e crostas localizadas em dorso e pescoço. O veterinário que atendeu o animal usou Equipamento de Proteção Individual (EPI) para exame e coleta das amostras após contato da Vigilância Epidemiológica sobre a suspeita.
O paciente que foi contato do cão é dono do animal e iniciou os sintomas em 03/08/2022. O mesmo procurou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Juiz de Fora em 08/08/2022, quando foi coletada amostra de lesão, cujo resultado foi positivo para Monkeypox. No Brasil, até o presente momento, não havia evidência documentada de transmissão da doença do ser humano para animais ou de animais para o ser humano. Existem dois relatos no mundo, nos EUA e França, em que a potencial transmissão de humano a animal está sendo estudada.
A SES-MG e o Ministério da Saúde informam que, por ser uma doença zoonótica, existe o risco potencial de repercussões para animais susceptíveis. Sendo assim, orientam: § Que todos os resíduos, incluindo resíduos médicos, sejam descartados de maneira segura e que não sejam acessíveis a roedores e outros animais; § Que as pessoas com suspeita ou confirmação de infecção pelo vírus Monkeypox devem evitar o contato direto próximo com animais, incluindo animais domésticos (como gatos, cães, hamsters, furões etc.), gado e outros animais em cativeiro, bem como animais selvagens; § Que as boas práticas de interação com a vida selvagem, conforme descrito acima, podem reduzir o risco de eventos futuros de transmissão de animais para humanos
Como evitar que cães sejam contaminados? A recomendação atual é a de que, uma vez confirmado um caso humano em casa, o bichinho seja afastado do convívio da pessoa positivada até que ela receba alta, ou seja, não esteja mais transmitindo o vírus. Gatos também podem se infectar? Pouco ainda se sabe sobre a espécie felina, em se tratando de monkeypox. A comunidade científica ainda está trabalhando para entender quais espécies podem servir de reservatório para a doença, ou seja, abrigar o vírus sem manifestar a doença em si. Se desconhece até então o envolvimento dos gatos no processo de transmissão. Ainda é um assunto que precisa ser muito pesquisado e muito discutido entre cientistas. Não se sabe o quanto o envolvimento de espécies domésticas pode influenciar no desenvolvimento do vírus, mas os estudos estão correndo a todo vapor. O que sabemos até agora é que não há evidências científicas que consigam afirmar que haja transmissão de cães para seres humanos. De todo modo, é válido sempre lembrar que as medidas de proteção sanitárias (semelhantes àquelas que aprendemos com a pandemia da COVID-19) continuam de pé e não devemos descuidar!