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28 de setembro: Dia Mundial Contra a Raiva
A cada quinze minutos, morre uma pessoa infectada pelo vírus da raiva. São quase 60 mil vítimas todos os anos, a maioria delas, crianças de países em desenvolvimento. Esse é um quadro preocupante que tem no médico veterinário um importante agente de mudança: ele é o único profissional que pode atuar na prevenção da raiva nas três esferas da saúde envolvidas no contágio da doença: animal, humana e ambiental. Em 28 de setembro, data em que se comemora o Dia Mundial Contra a Raiva, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) destaca o importante papel desse profissional no combate à zoonose.
“A raiva continua a ser uma grande preocupação mundial. É uma doença negligenciada, com praticamente 100% de letalidade e alto custo na assistência preventiva às pessoas expostas ao risco de adoecer e morrer”, avalia a médica veterinária Adriana Vieira, integrante da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária (CNSPV/CFMV).
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de dois terços dos países do mundo ainda são afetados pela raiva e, dentre todos os casos registrados em humanos, mais de 95% são causados por mordeduras de cães infectados. Diz respeito à saúde animal, portanto, o fator mais importante a ser combatido na erradicação da doença – um ciclo de transmissão que pode ser eliminado por meio da vacinação em massa.
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) estima que, para ser efetiva, uma campanha de vacinação contra a raiva deve cobrir ao menos 70% da população de cães nas zonas afetadas pela doença. A entidade calcula que, além de impedir a transmissão do vírus e salvar vidas de animais e humanos, o custo da imunização canina teria um custo quase 10 vezes menor do que os valores já investidos no tratamento emergencial de pessoas acometidas pela doença.
O médico veterinário tem uma atribuição fundamental nesse processo, atuando nas campanhas de vacinação, no controle populacional de cães em situação de rua e na conscientização da população a respeito dos princípios de guarda responsável. A vigilância e a notificação dos casos detectados também são uma importante ação de controle da doença, e mais um dever que cabe aos médicos veterinários.
“Animais que apresentem sinais neurológicos devem ser levados aos médicos veterinários e esses, por sua vez, devem avaliar o quadro geral e, se esses animais forem a óbito, o material precisa ser encaminhado para diagnóstico de raiva”, ressalta Vieira. “Alertamos também os médicos veterinários clínicos para que fiquem atentos aos animais com sintomatologia neurológica. Se esses animais forem submetidos à eutanásia ou vierem a óbito, o veterinário deve enviar o material desses animais para diagnóstico de raiva nos laboratórios de referência”, explica a médica veterinária.
Até 2030
Considerando a necessidade de medidas emergenciais contra a raiva, a OMS e a OIE, em colaboração com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e com o apoio da Aliança Global para o Controle da Raiva (GARC), definiram 2030 com o ano limite para a erradicação da doença em humanos. A meta foi traçada em 2015 durante a Conferência Mundial sobre "Eliminação global da raiva humana transmitida por cães: o momento é agora", em Genebra, na Suíça.
A doença
A raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso central de mamíferos, incluindo humanos. O vírus pode ser encontrado principalmente na saliva e no cérebro dos animais infectados, e normalmente é transmitido para humanos por meio da mordedura de cães. O período de incubação varia entre alguns dias a vários meses mas, uma vez que os sintomas são observados, a doença é fatal.
Mais de 80% das mortes causadas pela raiva ocorrem em áreas rurais, onde o acesso a campanhas de saúde e à profilaxia pós-exposição é limitada ou inexistente. Os continentes africano e asiático são os que apresentam os maiores riscos de mortalidade de humanos, com mais de 95% dos casos fatais da doença.
Conscientização
Todos os anos, em 28 de setembro, a comunidade internacional se mobiliza para promover a luta contra a raiva. O movimento conta com eventos realizados ao redor do globo, com o objetivo de conscientizar a população, divulgar conhecimento ou imunizar animais. Conheça a Aliança Global para o Controle da Raiva, e saiba mais.
CRMV-PA participa de lançamento do ENDESA 2017
A presidente do CRMV-PA, Dra. Antonieta Martorano, participou na manhã desta quinta-feira (28), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (FAEPA), do lançamento do V Encontro Nacional de Defesa Sanitária Animal – ENDESA 2017, que ocorrerá no período de 04 a 08 de dezembro de 2017, no Hangar – Centro de Convenções & Feiras da Amazônia, em Belém/PA.
Também estiveram presentes, o presidente da FAEPA, Carlos Xavier, técnicos do Serviço Veterinário do governo federal, o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Giovanni Queiroz, o presidente da ADEPARÁ, Luiz Pinto, além de representantes da EMATER, instituições de ensino do estado, e de órgãos estaduais e federais ligados ao setor agrícola e produtores rurais.
A presidente do CRMV-PA falou da relevância do Endesa para o Pará e a importância da participação de todos no evento. “Conclamo a participação de todos no ENDESA, a programação foi muito bem elaborada, e contempla temas embasados na questão da sustentabilidade, meio ambiente, defesa e bem-estar animal. Vamos realizar um evento com visibilidade para a Amazônia e para o mundo.” – avaliou Dra. Antonieta Martorano.
O ENDESA 2017
Promovido pelo Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o ENDESA terá como tema: “Serviço Veterinário Brasileiro: Em busca da Sustentabilidade” .
O ENDESA visa aprimorar ações de Defesa Sanitária Animal, por meio do intercâmbio entre o Serviço Veterinário Oficial, setor privado e meio acadêmico e científico, realiza um balanço das ações dos dois últimos anos anteriores e projeta ações para o próximo biênio, destacando-se como um dos principais eventos técnico-científico dirigido ao público com interesse em Defesa Sanitária Animal.
Nesta quinta edição do evento, busca-se dar visibilidade ao trabalho do Serviço Veterinário Oficial, harmonizar procedimentos técnicos dos diversos programas de saúde animal desenvolvidos no Brasil e ampliar o conhecimento dos profissionais que, direta ou indiretamente, atuam na área de Defesa Sanitária Animal, em prol da sociedade brasileira.
São aguardados palestrantes nacionais e internacionais que abordarão temas como o papel dos serviços veterinários na produção e comércio seguro de alimentos e no bem-estar animal; desempenho, avaliação e financiamento do serviço veterinário nacional; aplicação de ferramentas da epidemiologia e economia no serviço oficial; papel do veterinário privado na defesa sanitária; abordagem de saúde única em resistência a antimicrobianos e o plano de ação do Brasil; interação dos veterinários das Forças Armadas com o serviço veterinário oficial, além de temáticas relacionadas às ações em epidemiologia, trânsito, quarentena e saúde de suínos, abelhas, animais aquáticos, ruminantes, animais selvagens, equinos e aves.
Como nas edições anteriores, haverá apresentação de trabalhos técnico-científicos relacionados com a “Defesa Sanitária Animal”, em sessão de pôster, de acordo com as regras para a inscrição de trabalhos. Como novidade do evento, podemos destacar a oferta de duas visitas técnicas a sistemas de produção de animais no Pará e a elaboração de uma moção com recomendações para assegurar a sustentabilidade do serviço veterinário brasileiro que é constituído por entes públicos e privados.
Os trabalhos serão inscritos sob a forma de resumos, avaliados pela Comissão Organizadora de acordo com a originalidade e relação da produção científica com o tema do evento.
34º Congresso da Associação Mundial de Veterinária recebe trabalhos científicos até o dia 15/11
O 34º Congresso da Associação Mundial de Veterinária abriu esta semana (13/09) inscrição para o envio de trabalhos científicos. Os interessados terão até dia 15 de novembro para submeter os seus resumos à análise da equipe científica. O evento acontecerá dias 05 a 08 de maio de 2018, no Centro de Convenções Internacional, em Barcelona, Espanha.
São três categorias de trabalhos científicos: Acadêmico, Saúde Pública Veterinária e Prática Clínica. Eles serão apresentados em forma de pôster ou/e oralmente. Todos os resumos aceitos pelo comitê científico serão publicados no site do congresso
Não há limite para o envio de resumos por pessoa; no entanto, o candidato não poderá realizar mais de duas apresentações orais. Não há limite também para o número de co-autores. Clique aqui e saiba mais sobre o envio dos trabalhos científicos.
Programa do Congresso
Por meio de palestras e trabalhos científicos o 34th Congresso da Associação Mundial de Veterinária pretende explorar os desafios da saúde animal e bem-estar com o objetivo de encontrar soluções para demonstrar o valor da profissão ao público. Três trilhas principais serão seguidas no evento: saúde pública veterinária; academia e pesquisa; e medicina clínica em todas as espécies domésticas. Pesquisadores e profissionais de vários lugares do mundo irão discutir questões atuais e explorar novos horizontes no tratamento e prevenção de doenças e condições animais. Clique aqui e saiba mais.
Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde divulga carta aberta à sociedade sobre ensino a distância
O Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS), representante das 14 profissões, vem a público manifestar-se contra a modalidade de ensino a distância na saúde.
DEFENDEMOS A PRESERVAÇÃO DA QUALIDADE DA FORMAÇÃO PRESENCIAL, DIANTE DA EXPANSÃO DO ENSINO A DISTÂNCIA NO BRASIL.
Os Conselhos Profissionais da Saúde não são contra a incorporação das novas tecnologias na educação, desde que contribuam com a qualidade da formação, o que não é o caso do ensino a distância.
A formação em saúde está centrada no cuidado ao ser humano, cujas peculiaridades, HABILIDADES e competências exigem a formação presencial, para que as ações dos profissionais não coloquem em risco a saúde da população. A prática dos cuidados é a base das profissões da saúde.
Não acreditamos que seja possível desenvolver o lado humano do cuidado em saúde sem o contato direto com o paciente/usuário.
A qualidade do ensino deve ser uma prioridade para o Governo Federal/MEC, profissionais e, sobretudo, para a sociedade.
Em benefício ao cuidado e a segurança do paciente/usuário. DIZEMOS NÃO A FORMAÇÃO À DISTÂNCIA NA ÁREA DA SAÚDE. SAÚDE DE QUALIDADE SÓ COM FORMAÇÃO PRESENCIAL"
* Carta assinada pelos integrantes do Fórum dos Conselhos Federais da Área de Saúde (FCFAS), do qual o CFMV faz parte.
#SouVet
Dedicação em foco: o orgulho profissional é o tema da campanha do Dia do Médico Veterinário promovida pelo Sistema Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária (CFMV/CRMVs) em 2017.
Com o conceito “Sou Vet”, a iniciativa reúne depoimentos reais de médicos veterinários que se dedicam a diferentes áreas de atuação, buscando valorizar a contribuição desses profissionais para o bem-estar e a saúde de animais e da sociedade.
Confira no link abaixo essa campanha que traduz o orgulho que sentem os médicos veterinários em atuar nessa nobre profissão!
www.cfmv.gov.br/souvet/
#SouVet
O médico veterinário é o protagonista desta homenagem, portanto o CFMV convoca todos os profissionais a participarem dessa iniciativa! Os médicos veterinários que se sentirem inspirados pela campanha podem divulgar suas próprias histórias. Basta postar um depoimento por meio das mídias sociais usando a hashtag #SouVet.

Como participar?
Os médicos veterinários que se sentirem inspirados pela campanha podem divulgar suas próprias histórias, depoimentos, fotos e vídeos relacionados à sua vida profissional.
Basta publicar um post no Facebook, Instagram ou Twitter usando a hashtag #SouVet.
Conte sobre as alegrias e os desafios encontrados nessa jornada, fale sobre o que te inspira no dia a dia, agradeça a quem te ajudou a chegar até aqui. Use esse espaço para mostrar ao mundo o orgulho que você sente em ser médico veterinário! Os melhores depoimentos serão publicados na página do CFMV.
Na semana do médico veterinário, profissionais expressam o orgulho pela vocação
Produção de alimentos, pesquisa, conservação ambiental. São inúmeras as áreas da atuação da Medicina Veterinária que vão além da clínica, e que afetam de maneira direta a saúde e o bem-estar da população. Em 9 de setembro, quando se comemora o Dia do Médico Veterinário, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) parabeniza mais de 116 mil profissionais em atividade no país, e conta a história de médicos veterinários brasileiros que têm orgulho em seguir essa nobre vocação.
Desde que se formou em Medicina Veterinária, há oito anos, Luis Rodrigo Ferraz de Almeida já trabalhou em diversas áreas. No seu currículo constam atuações com gado de leite, reprodução, clínica, nutrição, vendas e diversas outras atividades relacionadas à produção animal. “O médico veterinário vai para a faculdade e vê um mundo tão grande, uma área de abrangência tão grande, e quando você sai, quer abraçar o mundo”, lembra o médico veterinário.
Hoje, trabalhando com assistência técnica e assessoria agropecuária, ele tem a oportunidade de colocar em prática toda a sua experiência. Ele presta serviços para propriedades rurais em diversas cidades brasileiras – uma rotina agitada, que exige dedicação e talento. “Uma hora estou trabalhando na parte de extensão, no manejo de pastagens, no manejo de rebanho. Outra hora eu estou aqui apalpando vaca, inseminando, mexendo com grão, atendendo um caso com cavalo ou com um boi. Na outra hora, estou fazendo uma cirurgia”, enumera o médico veterinário.

Luis Rodrigo Ferraz de Almeida. Foto: Ascom/CFMV
A carreira diversificada de Luis é um exemplo de como é amplo o mercado de trabalho da Medicina Veterinária. Isso ocorre porque o médico veterinário é o único profissional capacitado para atuar nas três áreas de saúde: animal, humana e ambiental, a tríade que forma a Saúde Única. Quando está presente nas propriedades rurais brasileiras, o médico veterinário zela pela saúde e pelo bem-estar dos animais, desde a inseminação, ao longo de todo o processo de produção de alimentos como leite e ovos, até o momento do abate.
Esse trabalho reflete diretamente na qualidade dos alimentos que chegam à mesa do consumidor, influenciando também na saúde humana. “A Medicina Veterinária é essa beleza toda. Essa preocupação com o meio-ambiente, com os animais e com os seres humanos”, emociona-se Luis Rodrigo. Este é um dos princípios que guiam no novo Código de Ética do Médico Veterinário, que entra em vigor neste dia 9 de setembro.
“É o médico veterinário o responsável pela produção de produtos de origem animal e também dos seus subprodutos fazendo com que haja quantidade e qualidade, e que isso possa chegar à mesa do consumidor com a inocuidade necessária para não transmitir doenças”, descreve Benedito Fortes de Arruda, presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). “Nós, médicos veterinários, trabalhamos na vigilância sanitária, na defesa sanitária animal, nos laboratórios de pesquisas, dentro das instituições de ensino, na saúde pública veterinária e no meio-ambiente. Em todos esses aspectos existe o papel fundamental do médico veterinário”, lista Arruda.
Saúde Única
Graças ao trabalho do médico veterinário, a população está protegida de zoonoses, que são as doenças transmitidas entre animais e seres humanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), dois terços das doenças infecciosas humanas têm origem em animais, como é o caso da raiva, da leishmaniose e da dengue. Ao longo das três últimas décadas, estima-se que 75% das novas doenças emergentes em humanos sejam zoonoses.
A atuação do médico veterinário em defesa da saúde e do bem-estar humanos está presente, por exemplo, nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), equipes multidisciplinares criadas com o objetivo de ampliar a abrangência e o escopo das ações da atenção básica. São 114 médicos veterinários em 19 estados brasileiros, atuando em ações clínicas, no desenvolvimento de projetos e em intervenções junto a famílias e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
“O médico veterinário está presente em dezenas de áreas de atuação para que possa certificar e assegurar que o ser humano tenha tranquilidade de poder consumir um produto, de poder ser imunizado, de poder ser medicado, ou no trabalho de conscientização do médico veterinário com o humano para evitar inclusive as transmissões de agentes patogênicos”, resume o médico veterinário Rodrigo Müller, que se dedica à experimentação animal para pesquisas científicas.

Rodrigo Müller. Foto: Ascom/CFMV
Müller chefia o Laboratório de Experimentação Animal de Bio-Manguinhos da Fundação Oswaldo Cruz, onde atua até hoje, no controle de qualidade e em pesquisas de desenvolvimento de vacinas contra doenças como a Febre Amarela, a Dengue e o Zika. “É muito gratificante, me sinto emocionado inclusive de ter participado do controle de qualidade das vacinas, para poder atender à Saúde Pública”, avalia. “É muita dedicação do médico veterinário para que a gente consiga fazer com que todo esse trabalho possa chegar a um posto de saúde, num bebê, numa pessoa idosa, a diversas populações, brasileiras e de outros países”, descreve.
Meio-ambiente
No terceiro pilar da Saúde Única está o meio-ambiente, que também é preservado por meio de ações que visam a prevenção contra a transmissão de doenças e a conservação do precioso equilíbrio dos biomas tão importantes para o futuro dos animais e da população.
No trabalho diário de reabilitação e de conservação ambiental, Paloma Lucin Bosso, médica veterinária e diretora do Parque das Aves, em Foz do Iguaçu (PR), tem a oportunidade de colocar em prática uma grande extensão do conhecimento que acumulou durante o estudo e a atuação na Medicina Veterinária, e de continuar seu aprimoramento profissional por meio da prática. “Não basta só gostar dos bichos, a gente tem de dedicar o nosso tempo, a nossa vida, a cuidar deles. Não é só curar os animais, mas oferecer um tipo de tratamento diário onde a gente possa, de maneira tanto preventiva quanto terapêutica, oferecer os melhores cuidados em quaisquer circunstâncias”, explica Bosso.

Paloma Lucin Bosso. Foto: Ascom/CFMV
Paloma, que também é integrante da Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal (Cebea) do CFMV, é responsável por mais de 1,4 mil animais, a maior parte deles recuperados do tráfico e de situações de risco. O seu trabalho é fundamental para projetos dedicados a salvar espécies inteiras de extinção, além de colaborar para a conscientização do público sobre a importância do respeito aos animais e ao meio-ambiente.
“Se conseguirmos trabalhar de forma que o bem-estar seja único para seres humanos, para os animais e para o meio-ambiente, a gente terá atingido um grau com certeza muito melhor de convivência com a humanidade”, acredita a médica veterinária. “É uma profissão muito nobre, que requer uma responsabilidade muito grande.”
Campanha #SouVet
O orgulho profissional é o tema da campanha do Dia do Médico Veterinário promovida pelo CFMV neste ano. Com o conceito “Sou Vet”, a iniciativa reúne depoimentos reais de médicos veterinários que se dedicam a diferentes áreas de atuação, buscando valorizar a contribuição desses profissionais para o bem-estar e a saúde de animais e da sociedade. Acesse a página da campanha e conheça melhor as histórias que compõem esta iniciativa.
O Dia do Médico Veterinário será celebrado ao longo de todo o mês de setembro por meio de uma série de ações, que serão divulgadas em diversas mídias. O objetivo do CFMV é criar um sentimento de identificação com os médicos veterinários brasileiros, despertando nos profissionais o orgulho que eles sentem em atuar nessa nobre profissão.
O médico veterinário é o protagonista desta homenagem, portanto o CFMV convoca todos os profissionais a participarem dessa iniciativa! Os médicos veterinários que se sentirem inspirados pela campanha podem divulgar suas próprias histórias. Basta postar um depoimento por meio das mídias sociais usando a hashtag #SouVet.
Saiba mais
#SouVet: Campanha do CFMV coloca em foco o orgulho de ser médico veterinário
CRMV-PA realiza 41ª Semana do Médico Veterinário – SEMAVET 2017/ 9º Simpósio Paraense de Medicina Veterinária
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Pará (CRMV-PA) realiza nos dias 04 e 05 de setembro de 2017, a 41ª Semana do Médico Veterinário – SEMAVET 2017 / 9º Simpósio Paraense de Medicina Veterinária, no Hotel Sagres, em Belém/PA.
A SEMAVET tem o intuito de contribuir para a educação continuada da medicina veterinária no estado do Pará, além de integrar acadêmicos e profissionais da classe médico veterinária para que possam atualizar seus conhecimentos e trocar experiências para desempenhar a sua profissão com cada vez mais compromisso e responsabilidade perante a sociedade.
A programação do evento foi dividida em quatro grandes áreas: pequenos animais, grandes animais, saúde pública e animais selvagens, onde serão abordados assuntos de grande relevância para a medicina veterinária.
Durante os dois dias de SEMAVET serão realizadas doze (12) palestras e quatro (4) minicursos, ministrados por profissionais de renome nacional. Além da apresentação de trabalhos científicos em formato de pôster e da feira de expositores.
As inscrições pelo site do CRMV-PA já foram encerradas, mas ainda podem ser feitas no local do evento, no dia 04 de setembro.
Solidariedade
Durante a 41ª Semana do Médico Veterinário, o CRMV-PA também apoiará a solidariedade. O Instituto Áster estará arrecadando nos dias 04 e 05 de setembro, na secretaria do evento, produtos para ajudar crianças em tratamento contra o câncer em Belém. Poderão ser doados alimentos não perecíveis, fraldas descartáveis e materiais de higiene infantil.
O Instituto Áster é uma instituição não governamental, sem fins lucrativos, constituída por um grupo de pessoas que realizam trabalho voluntário com crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer. O Instituto tem como objetivo, proporcionar conforto e apoio material e espiritual as crianças e adolescentes de baixa renda que fazem tratamento contra o câncer e/ou encontram-se no período de manutenção.
Serviço:
Evento: XLI Semana do Médico Veterinário – SEMAVET 2017 / IX Simpósio Paraense de Medicina Veterinária
Data: 04 e 05 de setembro de 2017
Local: Hotel Sagres / Belém – PA
Programação do evento: AQUI
Resultado de Trabalhos Aprovados: AQUI
Informações: ascomcrmvpa@gmail.com
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28 de agosto: Dia da Avicultura
Um dos grandes pilares do Agronegócio brasileiro, a produção de aves atualmente passa por um momento de transformação. Tendências focadas no bem-estar animal exigem um novo tipo de produto, estimulando os criadores a adaptar seu negócio, sem abrir mão dos altos níveis produtivos. Em 28 de agosto, data em que se comemora o Dia da Avicultura, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) reconhece o trabalho de modernização e cuidado dos profissionais que se dedicam a essa área.
Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o setor produz mais de 50 milhões de aves por ano, dedicando cerca de um terço de sua produção à exportação – são quase 4 milhões de toneladas enviadas anualmente a mais de 150 mercados. A avicultura brasileira emprega mais de 3,5 milhões de pessoas e, de acordo com estimativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o valor bruto estimado para a produção de aves no Brasil neste ano é de quase R$ 50 bilhões.
Apesar de consolidada no mercado, essa megaindústria tem passado por grandes mudanças nos últimos anos, motivadas pela demanda por um novo tipo de alimento. Cada vez com mais frequência, grandes empresas alimentícias internacionais anunciam planos de adquirir carne e ovos de fornecedores certificados, com a intenção de oferecer ao público produtos feitos a partir de animais criados sob sistemas de gerenciamento voltados para maximizar a saúde e o bem-estar dos animais.
Essa é uma tendência mundial. O Eurobarômetro 2016, pesquisa de opinião pública que o Parlamento Europeu encomenda periodicamente para avaliar a qualidade de vida, mostra que 94% dos entrevistados consideram importante garantir o bem-estar dos animais de produção. O mesmo levantamento revelou que 44% dos cidadãos europeus têm interesse em ter mais informações sobre como animais são tratados dentro das fazendas, um índice 11% maior do que o registrado na pesquisa da década anterior.
Médicos veterinários e zootecnistas têm um importante papel nesse processo de modernização. Uma das tendências que tem ganhado destaque no mercado é a criação de animais com menos antibióticos ou, ainda, no sistema de produção Antibiotic Free (AF). Nesses sistemas alternativos, os medicamentos e melhoradores de desempenho são substituídos por produtos de menor impacto, como probióticos e homeopáticos.
Também há a procura por ovos produzidos em sistema cage-free (livres de jaulas, no inglês), que chegam ao consumidor por um preço maior do que o produto convencional, mas que também já têm um público cativo disposto a pagar mais pelo alimento diferenciado. A opção é não alojar as poedeiras em gaiolas, proporcionando qualidade à vida produtiva da ave, e atendendo ao conceito de bem-estar da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). A tendência é que o padrão, atualmente visto como um nicho de mercado, ganhe popularidade e se torne mais comum nas fazendas brasileiras.
Já no sistema orgânico, que ganha cada vez mais espaço no mercado, os animais são criados sob uma dieta natural, além de seguir outros parâmetros de qualidade. No Brasil, esse sistema é regulamentado pela lei nº 10.831, de 2003, e pela Instrução Normativa nº 46 de 2011 do Mapa, que define o Regulamento Técnico para os Sistemas Orgânicos de Produção. A IN trata também do bem-estar animal, dando destaque para as Cinco Liberdades Animais: nutricional; de dor e doença; de desconforto; de medo e estresse; e para expressar o seu comportamento natural.
Campanha
As Cinco Liberdades descritas no regulamento de sistemas orgânicos também são o tema da Campanha de Bem-estar Animal promovida pelo CFMV, que procura conscientizar profissionais e a população a respeito da importância de se considerar animais como seres sencientes, isto é, que são capazes de sentir emoções como medo e felicidade. A campanha foi lançada em abril e continua divulgando o tema por meio de ações na mídia. Conheça mais sobre a campanha em www.cfmv.gov.br/bemestaranimal.
Prática clínica de animais é de competência exclusiva do médico veterinário
O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) expressa sua indignação contra o episódio do programa Sob Pressão transmitido pela Rede Globo em 15 de agosto, em que o personagem de um médico é visto atuando em atividades de competência exclusiva do médico veterinário, e em condições completamente inapropriadas para a saúde animal. A promoção de tal cenário em um programa de ampla audiência representa um desserviço à população, e uma afronta à Medicina Veterinária.
A série em questão ilustra o caso do atendimento de um cego que sofreu um atropelamento, acidente este que também causou sérios danos à saúde do seu cão-guia. Não bastasse a série mostrar com naturalidade a crueldade dos funcionários do hospital em deixar o cão agonizando na rua sem qualquer assistência, o programa chega ao absurdo de mostrar um dos médicos da unidade de saúde anestesiando e realizando uma cirurgia no animal em plena rua, em vez de encaminhá-lo a um médico veterinário.
O CFMV esclarece que a prática clínica de animais em todas as suas modalidades é de competência exclusiva do médico veterinário, de acordo com a Lei nº 5.517 de 23 de outubro de 1968. Ressalta, também, que apenas esse profissional tem a competência e o conhecimento necessários para atuar no diagnóstico, em cirurgias e no tratamento de animais.
Além de ser um exemplo de exercício ilegal da profissão, a prática ilustrada na série Sob Pressão representa um grave perigo à saúde animal, ambiental e humana, a tríade que forma a Saúde Única. Ao exibir esse tipo de comportamento sem qualquer consequência para o médico em questão, a série de TV transmite um exemplo equivocado e prejudicial à população, e desrespeita os milhares de médicos veterinários que se dedicam à profissão em todas as suas áreas de atuação.
Benedito Fortes de Arruda, presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária

