Médicos-veterinários contam, a partir de agora, com mais uma especialidade: a Medicina Veterinária do Coletivo. Diretores e conselheiros autorizaram, por unanimidade, o Instituto de Medicina Veterinária do Coletivo (MVC/ITEC) a emitir de título de especialista. A decisão ocorreu na 346ª Sessão Plenária Ordinária do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), realizada semana passada (28/4), por videoconferência (híbrida), e a resolução será publicada em breve no Diário Oficial da União (DOU).
A Medicina Veterinária do Coletivo (MVC) nasceu do manejo populacional humanitário e sustentável de cães e gatos em áreas urbanas, pois, durante muito tempo, os animais eram capturados e eliminados. “A especialidade junta a Medicina Veterinária de Abrigos, saúde coletiva e Medicina Veterinária Legal, abordando questões referentes às interações humano, animal e meio ambiente e a promoção de relações harmônicas entre eles”, explica o conselheiro efetivo do CFMV Marcelo Teixeira, relator do processo.
Durante a reunião, o pleno autorizou a prorrogação do prazo de credenciamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária (SBCV) por mais 12 meses. Ele também analisou processos administrativos e de tomadas de contas, boletim financeiro, prestação de contas e aprovaram a Resolução nº 1.391/2021, que prorroga a data de entrega da prestação de contas e do relatório de gestão do exercício de 2020 pelos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMVs).
A reformulação orçamentária do Acre e as prestações de conta dos regionais do Amazonas e Sergipe também foram validadas, por unanimidade, pelos diretores e conselheiros.
Nominata
Como representantes da diretoria, participaram o presidente do CFMV, Francisco Cavalcanti de Almeida; a vice-presidente, Ana Elisa Fernandes de Souza Almeida; o secretário-geral, Helio Blume; e o tesoureiro, José Maria dos Santos Filho.
Completaram o grupo os conselheiros efetivos Célio Pires Garcia, Júlio Cesar Rocha Peres, Marcelo Weinstein Teixeira, Marcílio Magalhães Vaz de Oliveira, Olízio Claudino da Silva e Paulo de Araújo Guerra. Dos conselheiros suplentes, compareceu Wirton Peixoto Costa.
Após a mudança de bandeiramento na região metropolitana de Belém e em alguns municípios do estado, o CRMV/PA retomou as atividades de fiscalização.
Na última sexta-feira (30/04), a equipe do CRMV/PA esteve em estabelecimentos de Belém e Ananindeua para executar fiscalizações de rotina em pet shops.
A ação foi realizada pelo Fiscal Antônio Cruz e pela médica veterinária e vice-presidente do CRMV/PA, Dra. Sumaya Paulino, que ressaltou a importância das fiscalizações.
“Apesar dos tempos difíceis da pandemia, a fiscalização do CRMV/PA retornou às suas atividades externas, com o objetivo de garantir um bom atendimento aos animais preservando seu bem-estar e protegendo os profissionais no exercício da profissão”, destacou Sumaya Paulino.
Abril Laranja – A campanha visa a conscientização e a prevenção contra a crueldade aos animais. O CRMV/PA alerta que maus-tratos é crime.
Maus-tratos são todas as práticas que ferem as cinco liberdades de bem-estar dos animais: livre de fome e de sede; livre de dor e doença; livre de desconforto; livre para expressar seu comportamento natural e livre de medo e estresse.
Denuncie!
Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é considerado crime, e está previsto na Lei Federal de Crimes Ambientais nº. 9.605/1998, Art. 32. Em setembro de 2020, a Lei nº 14.064, alterou o artigo 32 da Lei (nº 9.605/98) e aumentou a pena de maus-tratos quando se tratar de cão e gato, que pode levar a reclusão, de dois a cinco anos, multa e a proibição da guarda.
Como denunciar
As denúncias de maus-tratos contra os animais podem ser feitas pelos números:
Considerando a necessidade de estimular a qualificação de profissionais da saúde habilitados em análises clínicas, o Programa de Pós-graduação da UFPA abriu edital para seleção de Mestrado – Área de Concentração: Diagnóstico e Diagnóstico Veterinário – Biênio 2021/2023 Especial-Modalidade Parceria.
A seleção visa fomentar o desenvolvimento de projetos específicos em parceria com instituições e demais entidades de natureza pública ou privada (doravante chamada de IP), para fins de desenvolvimento de produtos, processos e protocolos nas áreas de concentração Diagnóstico (D) e Diagnóstico Veterinário (DV).
Ao todo serão 11 vagas ofertadas para o próximo período letivo. As inscrições para o processo seletivo foram prorrogadas e estão abertas até 01/02/2021.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Pará, disponibiliza novos canais de comunicação, para facilitar o atendimento aos profissionais e empresas por meio do telefone e via whatsapp.
A inovação é um compromisso da nova gestão e tem o objetivo de facilitar o atendimento, agilizando o tempo de resposta às demandas dos profissionais.
Por meio dos novos canais de comunicação os médicos veterinários e zootecnistas poderão tratar de assuntos referentes a pessoa física, pessoa jurídica, quitação de débitos, emissão de boletos, art on-line, entre outros, assim como obter esclarecimentos sobre as demais informações necessárias.
O horário de atendimento é das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira. Os números funcionarão para contato telefônico e via Whatsapp.
O Rio Grande do Norte registrou uma produção de 20,7 mil toneladas de camarão em 2019, liderando a carcinicultura no Brasil, segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em outubro de 2020. Sozinho, o estado foi responsável por 38,2% de toda a produção nacional naquele ano.
Ainda de acordo com o IBGE, a produção potiguar movimentou R$ 555,4 milhões – um volume de recursos que representou 46,8% do valor produzido pela carcinicultura brasileira e com um crescimento de 5% em relação ao período anterior. O estado também foi o maior produtor de larvas de camarão, com 6,7 milhões de milheiros em 2019, que representaram 56% da produção nacional.
No entanto, o que poucas pessoas sabem é que o médico-veterinário desempenha um papel fundamental nessa atividade produtiva. Por lei, os empreendimentos na área devem contar com a responsabilidade técnica de um profissional e ter registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária.
Atuando como responsável técnica do Grupo Samaria, a médica-veterinária Roseli Pimentel alerta que a área ainda é muito carente de profissionais, mas também exige qualificação de quem se interessa em trabalhar no setor.
“O mercado na verdade é carente de médicos-veterinários preparados e dispostos a fazerem diferença. Nossa classe infelizmente não tem se qualificado na área para exercer com propriedade o que a Medicina Veterinária pode aportar neste setor. Temos muitas vezes ocupado posições nas empresas por força da Lei, quando deveríamos ser vistos como essenciais”, ressalta a profissional.
Para Roseli, um dos grandes entraves para o ingresso de profissionais no setor é falta de base na formação dos profissionais. Ela ainda considera que as universidades deveriam contemplar, na sua grade curricular, disciplinas com ênfase na carcinicultura.
“No meu caso, ao concluir a Medicina Veterinária fui fazer Mestrado no Programa de Engenharia de Pesca da UFRPE, além de participar de cursos voltados para a área. Creio que atualmente a melhor forma de o profissional se preparar para ingressar no mercado seria por meio da realização de cursos de formação complementar, estágios no setor produtivo e pós-graduação em programas relacionados à área”, explica.
A profissional também considera que há um distanciamento entre as instituições de ensino e o setor produtivo e, por isso, conteúdos, estudos e pesquisas realizados atualmente acabam não sendo compartilhados.
Papel do Médico-Veterinário
Assim como nas mais diversas atividades pecuárias, a profissional ressalta que o médico-veterinário é importante no monitoramento do status sanitário dos animais nos sistemas de produção, através do emprego as boas práticas de manejo, orientação para o emprego de tratamentos (profiláticos e/ou curativos), produção e interpretação de laudos, gestão do trânsito animal; entre outros pontos.
De acordo com ela, os profissionais também atuam na condução e participação nos programas de melhoramento genético; atividades de pesquisa e desenvolvimento; diagnósticos clínicos e laboratoriais; gestão da produtividade; e na saúde pública, por meio de todas as etapas do beneficiamento e demais regulamentações necessárias para a liberação do camarão para consumo,em consonância com a legislação.
“A atuação do veterinário é indispensável nas etapas de produção de pós-larvas e na indústria, uma vez que, nessas etapas os órgãos regulamentadores exigem documentos assinados pelo referido profissional. Todavia, o médico-veterinário pode e deve atuar em todas as fases do processo produtivo”, aponta.
Laboratórios de produção de pós-larvas: fase inicial onde geralmente está implantada a maturação (núcleo onde os reprodutores são mantidos) e a larvicultura.
Fazendas: nesta fase do processo ocorre o processo de engorda dos animais.
Indústria ou Beneficiamento: nesta etapa do processo o camarão é transformado em produto.
Como Responsável Técnica, a profissional atua em várias frentes, como o acompanhamento sanitário dos animais na maturação, na larvicultura e fazendas; emissão da Guia de Trânsito Animal; gestão do programa de melhoramento genético; participação no comitê da Gestão Integrada para atender as certificações da empresa; gestão do Plano de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC); avaliação e acompanhamento das análises de qualidade para atender as legislações; e avaliação da qualidade da água utilizada nos processos, bem como nos afluentes e efluentes utilizados.
“Todas as pós-larvas que transitam no Brasil estão acompanhadas de atestado sanitário e GTA (guias de trânsito animal) assinadas por um médico-veterinário habilitado junto ao MAPA. Bem como, os camarões pescados nas fazendas, que também devem sair com o referido documento e sem ele, não lhes é possível adentrar na indústria. Assim, julgo que a participação do médico-veterinário é efetiva na retomada deste título para o RN, de ‘maior produtor de camarão do Brasil’”, conclui.