A diretoria do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Pará (CRMV/PA) e os fiscais da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), se reuniram na tarde de ontem (20), com as empresas e laboratórios parceiros, no auditório do CRMV/PA, para apresentar o planejamento de ações para o ano de 2021.
Durante o encontro foram tratados assuntos relacionados ao Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro), Sistema de Integração Agropecuária – SIAPEC, Instrução Normativa nº 35 do MAPA, responsabilidade técnica, fiscalização e legislação. Além de capacitação técnica para os profissionais do Estado.
Participaram da reunião a presidente do CRMV/PA, Dra. Nazaré Fonseca de Souza, a vice-presidente, Dra. Sumaya Paulino, os fiscais agropecuários da Adepará, Márcia Penna, Adriano Vilar e Herika Lobato, e os representantes das empresas Jhs Distribuidora, Syntec, Laboratório Beneficente Portuguesa, Pharmapele, J. Henrique, Ativo Alimentos, ParáVet Distribuidora e PippaPet.
O que faz um zootecnista? A Zootecnia é uma profissão que preenche uma longa lista de atribuições nas mais diversas áreas de atuação e está presente em nosso cotidiano – desde o queijo que comemos até a economia nacional. Para homenagear os mais de 18 mil zootecnistas registrados no Brasil pelo seu dia, celebrado em 13 de maio, o Sistema Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária (CFMV/CRMVs) lança a campanha “Zootecnista: gente que faz acontecer”.
O zootecnista faz acontecer na produção animal, no melhoramento genético, na educação, na nutrição animal, no agronegócio e em muitas outras áreas, com seu trabalho refletindo diretamente no Produto Interno Bruto (PIB) e no desenvolvimento econômico do Brasil. “Somos um país com perfil de produção de alimentos e nunca vamos deixar de ser. Precisamos de zootecnistas para alimentar o mundo”, defende Gerson Guarez Garcia, coordenador do curso de Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que tem no papel de educador a missão de auxiliar na formação desses novos profissionais.
A proteína de origem animal é um dos pilares da alimentação humana e, assim, faz girar a economia. Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), enquanto o PIB nacional encolheu 1,2% nos últimos nove anos, o da agropecuária registrou aumento de 25,4%. Os números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA – Foreign Agricultural Service) referentes a 2019 comprovam: no frango, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial e o primeiro exportador; com relação à carne suína, fica em quarto, tanto na produção quanto na exportação.
O mercado internacional, no entanto, é exigente no que tange à origem do produto adquirido. Preocupa-se, também, com a sustentabilidade e o bem-estar dos animais. Os compradores querem saber todos os detalhes e se tem alguém que pode dar essas respostas é o zootecnista. “Somos sustentáveis, desde uma rotação de pastagem até quando saímos do sistema extensivo para intensivo com fins de eficiência ou produção. Somos sustentáveis, especialmente, quando para cada área que produzimos reservamos a nossa porcentagem de preservação ambiental da mata que nos rodeia”, ressalta Consolata Piastrella, zootecnista que dedica sua carreira à rastreabilidade e exportação.
Outro ponto fundamental de toda essa cadeia produtiva é a qualidade do alimento. Novamente, o zootecnista entra em ação e, com as técnicas de melhoramento genético, leva os rebanhos a produzir mais, com mais qualidade e em menos tempo, como explica Liliane Saguisawa, referência na área. “A genética é a base da construção da produção animal. Com o conhecimento nas mãos, aliado ao ambiente adequado, conseguimos obter o melhor do animal, encurtando o caminho para chegarmos a um objetivo na produção”.
Esses são apenas alguns dos exemplos de como o zootecnista faz acontecer. A profissão foi regulamentada no país em 1968, com a publicação da Lei nº 5.550, mas já existe há mais de 80 anos e tem muita história para contar. Acesse o hotsite da campanha, a partir do dia 13 de maio, http://www.cfmv.gov.br/dia-do-zootecnista-2021, e acompanhe nossas redes sociais para conferir os vídeos, cards, podcasts, depoimentos e demais conteúdos que preparamos para compartilhar essas e outras trajetórias de sucesso.
Médicos-veterinários contam, a partir de agora, com mais uma especialidade: a Medicina Veterinária do Coletivo. Diretores e conselheiros autorizaram, por unanimidade, o Instituto de Medicina Veterinária do Coletivo (MVC/ITEC) a emitir de título de especialista. A decisão ocorreu na 346ª Sessão Plenária Ordinária do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), realizada semana passada (28/4), por videoconferência (híbrida), e a resolução será publicada em breve no Diário Oficial da União (DOU).
A Medicina Veterinária do Coletivo (MVC) nasceu do manejo populacional humanitário e sustentável de cães e gatos em áreas urbanas, pois, durante muito tempo, os animais eram capturados e eliminados. “A especialidade junta a Medicina Veterinária de Abrigos, saúde coletiva e Medicina Veterinária Legal, abordando questões referentes às interações humano, animal e meio ambiente e a promoção de relações harmônicas entre eles”, explica o conselheiro efetivo do CFMV Marcelo Teixeira, relator do processo.
Durante a reunião, o pleno autorizou a prorrogação do prazo de credenciamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária (SBCV) por mais 12 meses. Ele também analisou processos administrativos e de tomadas de contas, boletim financeiro, prestação de contas e aprovaram a Resolução nº 1.391/2021, que prorroga a data de entrega da prestação de contas e do relatório de gestão do exercício de 2020 pelos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMVs).
A reformulação orçamentária do Acre e as prestações de conta dos regionais do Amazonas e Sergipe também foram validadas, por unanimidade, pelos diretores e conselheiros.
Nominata
Como representantes da diretoria, participaram o presidente do CFMV, Francisco Cavalcanti de Almeida; a vice-presidente, Ana Elisa Fernandes de Souza Almeida; o secretário-geral, Helio Blume; e o tesoureiro, José Maria dos Santos Filho.
Completaram o grupo os conselheiros efetivos Célio Pires Garcia, Júlio Cesar Rocha Peres, Marcelo Weinstein Teixeira, Marcílio Magalhães Vaz de Oliveira, Olízio Claudino da Silva e Paulo de Araújo Guerra. Dos conselheiros suplentes, compareceu Wirton Peixoto Costa.
Após a mudança de bandeiramento na região metropolitana de Belém e em alguns municípios do estado, o CRMV/PA retomou as atividades de fiscalização.
Na última sexta-feira (30/04), a equipe do CRMV/PA esteve em estabelecimentos de Belém e Ananindeua para executar fiscalizações de rotina em pet shops.
A ação foi realizada pelo Fiscal Antônio Cruz e pela médica veterinária e vice-presidente do CRMV/PA, Dra. Sumaya Paulino, que ressaltou a importância das fiscalizações.
“Apesar dos tempos difíceis da pandemia, a fiscalização do CRMV/PA retornou às suas atividades externas, com o objetivo de garantir um bom atendimento aos animais preservando seu bem-estar e protegendo os profissionais no exercício da profissão”, destacou Sumaya Paulino.
Abril Laranja – A campanha visa a conscientização e a prevenção contra a crueldade aos animais. O CRMV/PA alerta que maus-tratos é crime.
Maus-tratos são todas as práticas que ferem as cinco liberdades de bem-estar dos animais: livre de fome e de sede; livre de dor e doença; livre de desconforto; livre para expressar seu comportamento natural e livre de medo e estresse.
Denuncie!
Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é considerado crime, e está previsto na Lei Federal de Crimes Ambientais nº. 9.605/1998, Art. 32. Em setembro de 2020, a Lei nº 14.064, alterou o artigo 32 da Lei (nº 9.605/98) e aumentou a pena de maus-tratos quando se tratar de cão e gato, que pode levar a reclusão, de dois a cinco anos, multa e a proibição da guarda.
Como denunciar
As denúncias de maus-tratos contra os animais podem ser feitas pelos números:
Considerando a necessidade de estimular a qualificação de profissionais da saúde habilitados em análises clínicas, o Programa de Pós-graduação da UFPA abriu edital para seleção de Mestrado – Área de Concentração: Diagnóstico e Diagnóstico Veterinário – Biênio 2021/2023 Especial-Modalidade Parceria.
A seleção visa fomentar o desenvolvimento de projetos específicos em parceria com instituições e demais entidades de natureza pública ou privada (doravante chamada de IP), para fins de desenvolvimento de produtos, processos e protocolos nas áreas de concentração Diagnóstico (D) e Diagnóstico Veterinário (DV).
Ao todo serão 11 vagas ofertadas para o próximo período letivo. As inscrições para o processo seletivo foram prorrogadas e estão abertas até 01/02/2021.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Pará, disponibiliza novos canais de comunicação, para facilitar o atendimento aos profissionais e empresas por meio do telefone e via whatsapp.
A inovação é um compromisso da nova gestão e tem o objetivo de facilitar o atendimento, agilizando o tempo de resposta às demandas dos profissionais.
Por meio dos novos canais de comunicação os médicos veterinários e zootecnistas poderão tratar de assuntos referentes a pessoa física, pessoa jurídica, quitação de débitos, emissão de boletos, art on-line, entre outros, assim como obter esclarecimentos sobre as demais informações necessárias.
O horário de atendimento é das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira. Os números funcionarão para contato telefônico e via Whatsapp.
O Rio Grande do Norte registrou uma produção de 20,7 mil toneladas de camarão em 2019, liderando a carcinicultura no Brasil, segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em outubro de 2020. Sozinho, o estado foi responsável por 38,2% de toda a produção nacional naquele ano.
Ainda de acordo com o IBGE, a produção potiguar movimentou R$ 555,4 milhões – um volume de recursos que representou 46,8% do valor produzido pela carcinicultura brasileira e com um crescimento de 5% em relação ao período anterior. O estado também foi o maior produtor de larvas de camarão, com 6,7 milhões de milheiros em 2019, que representaram 56% da produção nacional.
No entanto, o que poucas pessoas sabem é que o médico-veterinário desempenha um papel fundamental nessa atividade produtiva. Por lei, os empreendimentos na área devem contar com a responsabilidade técnica de um profissional e ter registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária.
Atuando como responsável técnica do Grupo Samaria, a médica-veterinária Roseli Pimentel alerta que a área ainda é muito carente de profissionais, mas também exige qualificação de quem se interessa em trabalhar no setor.
“O mercado na verdade é carente de médicos-veterinários preparados e dispostos a fazerem diferença. Nossa classe infelizmente não tem se qualificado na área para exercer com propriedade o que a Medicina Veterinária pode aportar neste setor. Temos muitas vezes ocupado posições nas empresas por força da Lei, quando deveríamos ser vistos como essenciais”, ressalta a profissional.
Para Roseli, um dos grandes entraves para o ingresso de profissionais no setor é falta de base na formação dos profissionais. Ela ainda considera que as universidades deveriam contemplar, na sua grade curricular, disciplinas com ênfase na carcinicultura.
“No meu caso, ao concluir a Medicina Veterinária fui fazer Mestrado no Programa de Engenharia de Pesca da UFRPE, além de participar de cursos voltados para a área. Creio que atualmente a melhor forma de o profissional se preparar para ingressar no mercado seria por meio da realização de cursos de formação complementar, estágios no setor produtivo e pós-graduação em programas relacionados à área”, explica.
A profissional também considera que há um distanciamento entre as instituições de ensino e o setor produtivo e, por isso, conteúdos, estudos e pesquisas realizados atualmente acabam não sendo compartilhados.
Papel do Médico-Veterinário
Assim como nas mais diversas atividades pecuárias, a profissional ressalta que o médico-veterinário é importante no monitoramento do status sanitário dos animais nos sistemas de produção, através do emprego as boas práticas de manejo, orientação para o emprego de tratamentos (profiláticos e/ou curativos), produção e interpretação de laudos, gestão do trânsito animal; entre outros pontos.
De acordo com ela, os profissionais também atuam na condução e participação nos programas de melhoramento genético; atividades de pesquisa e desenvolvimento; diagnósticos clínicos e laboratoriais; gestão da produtividade; e na saúde pública, por meio de todas as etapas do beneficiamento e demais regulamentações necessárias para a liberação do camarão para consumo,em consonância com a legislação.
“A atuação do veterinário é indispensável nas etapas de produção de pós-larvas e na indústria, uma vez que, nessas etapas os órgãos regulamentadores exigem documentos assinados pelo referido profissional. Todavia, o médico-veterinário pode e deve atuar em todas as fases do processo produtivo”, aponta.
Laboratórios de produção de pós-larvas: fase inicial onde geralmente está implantada a maturação (núcleo onde os reprodutores são mantidos) e a larvicultura.
Fazendas: nesta fase do processo ocorre o processo de engorda dos animais.
Indústria ou Beneficiamento: nesta etapa do processo o camarão é transformado em produto.
Como Responsável Técnica, a profissional atua em várias frentes, como o acompanhamento sanitário dos animais na maturação, na larvicultura e fazendas; emissão da Guia de Trânsito Animal; gestão do programa de melhoramento genético; participação no comitê da Gestão Integrada para atender as certificações da empresa; gestão do Plano de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC); avaliação e acompanhamento das análises de qualidade para atender as legislações; e avaliação da qualidade da água utilizada nos processos, bem como nos afluentes e efluentes utilizados.
“Todas as pós-larvas que transitam no Brasil estão acompanhadas de atestado sanitário e GTA (guias de trânsito animal) assinadas por um médico-veterinário habilitado junto ao MAPA. Bem como, os camarões pescados nas fazendas, que também devem sair com o referido documento e sem ele, não lhes é possível adentrar na indústria. Assim, julgo que a participação do médico-veterinário é efetiva na retomada deste título para o RN, de ‘maior produtor de camarão do Brasil’”, conclui.