Considerando a necessidade de estimular a qualificação de profissionais da saúde habilitados em análises clínicas, o Programa de Pós-graduação da UFPA abriu edital para seleção de Mestrado – Área de Concentração: Diagnóstico e Diagnóstico Veterinário – Biênio 2021/2023 Especial-Modalidade Parceria.
A seleção visa fomentar o desenvolvimento de projetos específicos em parceria com instituições e demais entidades de natureza pública ou privada (doravante chamada de IP), para fins de desenvolvimento de produtos, processos e protocolos nas áreas de concentração Diagnóstico (D) e Diagnóstico Veterinário (DV).
Ao todo serão 11 vagas ofertadas para o próximo período letivo. As inscrições para o processo seletivo foram prorrogadas e estão abertas até 01/02/2021.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Pará disponibiliza novos canais de comunicação para profissionais e empresas via telefone e WhatsApp. Os novos números darão acesso direto aos setores de pessoa física, pessoa jurídica, cobrança e atendimento geral.
A inovação é um compromisso da nova gestão para facilitar o atendimento, agilizando o tempo de resposta às demandas dos profissionais e empresas.
Por meio dos novos canais de comunicação, médicos veterinários e zootecnistas poderão tratar de assuntos referentes à pessoa física, pessoa jurídica, registros, quitação de débitos, boletos, ART on-line e demais informações necessárias.
O horário de atendimento é das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira.
Os desdobramentos da pandemia da covid-19 potencializaram os fatores de risco relacionados à saúde mental, tanto dos profissionais da saúde que estão na linha de frente quanto da população em geral, mais vulnerável por questões relacionadas ao isolamento e distanciamento social. Transtornos psiquiátricos, como ansiedade, depressão e sintomas de estresse pós-traumático são potencializados em tempos de pandemia.
Este mês de janeiro marca, no Brasil, uma série de ações voltadas às questões e necessidades relacionadas à saúde mental e emocional das pessoas e das instituições humanas. Trata-se do Janeiro Branco.
Para médicos-veterinários e zootecnistas, saúde mental deve ser tratada com seriedade. Segundo o médico-veterinário Rodrigo Rabelo, dados do Sistema Único de Saúde (SUS) apontam os profissionais da Medicina Veterinária como os de maior risco de suicídio no Brasil (Datasus – portal de dados do SUS – de 1980 a 2007, indicam que, frente à população geral, a taxa de suicídio de médicos-veterinários é de 10,6 para um).
As principais causas que afetam a saúde mental desses profissionais, segundo Rabelo, são a síndrome de burnout e a fadiga por compaixão. A primeira compreende o esgotamento emocional crônico por sobrecarga de trabalho; já a fadiga por compaixão é a exaustão emocional de trabalho em prol do outro.
“Invariavelmente, a questão da eutanásia em animais e a frequência em lidar com a morte dos pacientes seja mais comum nesta especialidade do que em outras profissões. Infelizmente, é uma relação que afeta muitos profissionais de saúde e, embora seja uma questão problemática, os profissionais precisam estar preparados desde a formação na graduação para amenizar os impactos psíquicos”, explica Rabelo.
A médica psiquiatra Fernanda Benquerer Costa adiciona algumas ameaças à saúde mental de médicos-veterinários. “Alguns fatores de risco são: a existência de transtornos mentais, como a depressão, o uso de álcool e outras substâncias, o acesso a métodos potencialmente perigosos e algumas questões específicas da prática profissional, como a síndrome de burnout. Muitos profissionais vivenciam uma sobrecarga de trabalho em condições com pouco suporte organizacional”, avalia.
A psicóloga Joelma Ruiz, especialista em luto, avalia ainda que a Medicina Veterinária oferece uma experiência única nos cuidados aos animais, mas também exposição constante a situações de crise. Um exemplo seriam as histórias dramáticas narradas pelos clientes, sobre as quais não têm tempo para refletir como elas afetam e influenciam suas rotinas pessoais e profissionais.
“A equipe envolvida no cuidado lida com a pressão social de não estar autorizada a vivenciar as perdas de pacientes. O processo de luto do profissional de saúde ainda não é reconhecido e existem poucas oportunidades de expressão pública para facilitar a elaboração do luto, mas ele vivencia sentimentos de pesar diante do rompimento de um vínculo significativo com o paciente (expectativa de cura)”, avalia Ruiz.
O mês de janeiro é, para muitos brasileiros, sinônimo de férias. Deixar o pet fora da viagem não é uma opção, para algumas pessoas. Afinal, os peludos são parte da família. Para que isso aconteça da melhor forma e garantindo a saúde e o bem-estar do animal, é preciso tomar alguns cuidados. Alimentação, transporte, saúde e outros fatores devem ser considerados antes de partir com o seu animal de estimação para um lugar desconhecido.
Em seu primeiro episódio, o #DicasCFMV, nova série do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) nas redes sociais, traz algumas orientações e cuidados que devem ser tomados por quem decide viajar com um pet. O programa conversou com o médico-veterinário e zootecnista Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal, para saber como tornar essa viagem incrível para humanos e animais de estimação.
As dicas valem tanto para os que optam por viajar com o pet quanto para os profissionais que recebem tutores com essa demanda. Confira o #DicasCFMV no vídeo abaixo. Aperta o play e até o próximo episódio!
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Pará, disponibiliza novos canais de comunicação, para facilitar o atendimento aos profissionais e empresas por meio do telefone e via whatsapp.
A inovação é um compromisso da nova gestão e tem o objetivo de facilitar o atendimento, agilizando o tempo de resposta às demandas dos profissionais.
Por meio dos novos canais de comunicação os médicos veterinários e zootecnistas poderão tratar de assuntos referentes a pessoa física, pessoa jurídica, quitação de débitos, emissão de boletos, art on-line, entre outros, assim como obter esclarecimentos sobre as demais informações necessárias.
O horário de atendimento é das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira. Os números funcionarão para contato telefônico e via Whatsapp.
Por falta de informação, preconceito e pelo estigma de que o médico-veterinário é um profissional que cuida apenas da saúde dos animais, constantemente os Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária (CFMV e CRMVs) vêm a público prestar esclarecimentos sobre o amplo espectro de atuação do médico-veterinário, especialmente na área de saúde pública. Mais uma vez, a elucidação se torna necessária, tendo em vista a matéria equivocada publicada hoje (20), pela Revista Piauí, intitulada Vacina em causa própria.
O CFMV esclarece que, desde 1998, os médicos-veterinários são reconhecidos como profissionais de saúde, por meio da Resolução nº 287, do Conselho Nacional de Saúde (CNS), assim como outras 13 profissões, como assistentes sociais, biólogos, terapeutas ocupacionais e outras.
Em campanhas de imunização, como a da gripe, por exemplo, são grupos que estão na fila prioritária de vacinação pelo risco de infecção inerente à atuação. Mesmo com esse direito estabelecido em norma, os relatos que chegam ao CFMV é de que muitos médicos-veterinários não conseguem a vacinação. Basta conferir os comentários no repost que demos no Ministério da Saúde e no post do CFMV, ambos de março de 2020, e publicados meses antes de o médico-veterinário Lauricio Cruz ser nomeado para o Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde (DEIDT/MS), em agosto de 2020.
Em resposta ao Ofício nº 13/2021 do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde confirmou hoje (18) que médicos-veterinários e seus respectivos técnicos e auxiliares estão inseridos entre os trabalhadores de saúde destacados no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (anexo II, página 89). O documento descreve os grupos prioritários e recomendações para a imunização contra a doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).
A informação está no Ofício nº 8/2021 do ministério e ressalta que “os médicos-veterinários atuam em diversas frentes e estão inseridos nas clínicas, hospitais, defesa sanitária, desempenhando atividades que vão desde a gestão até a vigilância de zoonoses, vigilância ambiental em saúde, epidemiológica e sanitária, o que os torna mais suscetíveis à doença”.
O documento ainda confirma que o “ministério solicitou que todos os postos dos municípios, estados e do Distrito Federal disponibilizem a vacina e orienta que, para ter direito, basta o médico-veterinário apresentar sua carteira de identidade profissional”.
Informe técnico
O ofício também trata do Informe Técnico do Ministério da Saúde, enviado aos secretários estaduais de saúde e ao CFMV hoje (18). O informe aborda o escalonamento dos grupos prioritários para vacinação, conforme a disponibilidade das doses de vacina, sendo facultado a estados e municípios a possibilidade de adequar a priorização de acordo com a realidade local.
Dessa forma, para a primeira fase de imunização, que tem seis milhões de vacinas disponíveis, sendo necessárias duas doses para completar o esquema vacinal, o ministério priorizou os grupos segundo os critérios de exposição à infecção e de maiores riscos para agravamento e óbito pela doença.
Para manter a força de trabalho dos serviços de saúde e a capacidade de atendimento à população, o ministério recomenda que, dentre os trabalhadores da saúde, os primeiros a receber a vacina sejam os profissionais da saúde da linha de frente, ou seja, os que trabalham em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), prontos-socorros, ambulâncias, hospitais referenciados para a covid-19, bem como equipes de vacinação que irão imunizar a população e os trabalhadores de instituições de acolhimento de idosos e jovens e adultos com deficiência. Em seguida, serão vacinados os demais trabalhadores de saúde.
O texto do Informe Técnico ressalta: “Cabe esclarecer que TODOS os trabalhadores da saúde serão contemplados com a vacinação, entretanto a ampliação da cobertura desse público será gradativa, conforme disponibilidade de vacinas. Ressalta-se ainda que as especificidades e particularidades regionais serão discutidas na esfera bipartite (estado e municípios)”.
A estimativa do Ministério da Saúde é de que os grupos de maior risco para agravamento da doença e com maior exposição ao vírus, como idosos e trabalhadores da área da saúde, sejam vacinados ainda no primeiro semestre de 2021.
O Rio Grande do Norte registrou uma produção de 20,7 mil toneladas de camarão em 2019, liderando a carcinicultura no Brasil, segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em outubro de 2020. Sozinho, o estado foi responsável por 38,2% de toda a produção nacional naquele ano.
Ainda de acordo com o IBGE, a produção potiguar movimentou R$ 555,4 milhões – um volume de recursos que representou 46,8% do valor produzido pela carcinicultura brasileira e com um crescimento de 5% em relação ao período anterior. O estado também foi o maior produtor de larvas de camarão, com 6,7 milhões de milheiros em 2019, que representaram 56% da produção nacional.
No entanto, o que poucas pessoas sabem é que o médico-veterinário desempenha um papel fundamental nessa atividade produtiva. Por lei, os empreendimentos na área devem contar com a responsabilidade técnica de um profissional e ter registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária.
Atuando como responsável técnica do Grupo Samaria, a médica-veterinária Roseli Pimentel alerta que a área ainda é muito carente de profissionais, mas também exige qualificação de quem se interessa em trabalhar no setor.
“O mercado na verdade é carente de médicos-veterinários preparados e dispostos a fazerem diferença. Nossa classe infelizmente não tem se qualificado na área para exercer com propriedade o que a Medicina Veterinária pode aportar neste setor. Temos muitas vezes ocupado posições nas empresas por força da Lei, quando deveríamos ser vistos como essenciais”, ressalta a profissional.
Para Roseli, um dos grandes entraves para o ingresso de profissionais no setor é falta de base na formação dos profissionais. Ela ainda considera que as universidades deveriam contemplar, na sua grade curricular, disciplinas com ênfase na carcinicultura.
“No meu caso, ao concluir a Medicina Veterinária fui fazer Mestrado no Programa de Engenharia de Pesca da UFRPE, além de participar de cursos voltados para a área. Creio que atualmente a melhor forma de o profissional se preparar para ingressar no mercado seria por meio da realização de cursos de formação complementar, estágios no setor produtivo e pós-graduação em programas relacionados à área”, explica.
A profissional também considera que há um distanciamento entre as instituições de ensino e o setor produtivo e, por isso, conteúdos, estudos e pesquisas realizados atualmente acabam não sendo compartilhados.
Papel do Médico-Veterinário
Assim como nas mais diversas atividades pecuárias, a profissional ressalta que o médico-veterinário é importante no monitoramento do status sanitário dos animais nos sistemas de produção, através do emprego as boas práticas de manejo, orientação para o emprego de tratamentos (profiláticos e/ou curativos), produção e interpretação de laudos, gestão do trânsito animal; entre outros pontos.
De acordo com ela, os profissionais também atuam na condução e participação nos programas de melhoramento genético; atividades de pesquisa e desenvolvimento; diagnósticos clínicos e laboratoriais; gestão da produtividade; e na saúde pública, por meio de todas as etapas do beneficiamento e demais regulamentações necessárias para a liberação do camarão para consumo,em consonância com a legislação.
“A atuação do veterinário é indispensável nas etapas de produção de pós-larvas e na indústria, uma vez que, nessas etapas os órgãos regulamentadores exigem documentos assinados pelo referido profissional. Todavia, o médico-veterinário pode e deve atuar em todas as fases do processo produtivo”, aponta.
Laboratórios de produção de pós-larvas: fase inicial onde geralmente está implantada a maturação (núcleo onde os reprodutores são mantidos) e a larvicultura.
Fazendas: nesta fase do processo ocorre o processo de engorda dos animais.
Indústria ou Beneficiamento: nesta etapa do processo o camarão é transformado em produto.
Como Responsável Técnica, a profissional atua em várias frentes, como o acompanhamento sanitário dos animais na maturação, na larvicultura e fazendas; emissão da Guia de Trânsito Animal; gestão do programa de melhoramento genético; participação no comitê da Gestão Integrada para atender as certificações da empresa; gestão do Plano de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC); avaliação e acompanhamento das análises de qualidade para atender as legislações; e avaliação da qualidade da água utilizada nos processos, bem como nos afluentes e efluentes utilizados.
“Todas as pós-larvas que transitam no Brasil estão acompanhadas de atestado sanitário e GTA (guias de trânsito animal) assinadas por um médico-veterinário habilitado junto ao MAPA. Bem como, os camarões pescados nas fazendas, que também devem sair com o referido documento e sem ele, não lhes é possível adentrar na indústria. Assim, julgo que a participação do médico-veterinário é efetiva na retomada deste título para o RN, de ‘maior produtor de camarão do Brasil’”, conclui.