Foi divulgada na terça-feira (20/3), a Portaria nº 22 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que define os testes laboratoriais para o diagnóstico do mormo no Brasil. Segundo a portaria, os testes de triagem para o diagnóstico da doença são a Fixação de Complemento (FC) ou o ELISA (Ensaio de Imunoabsorção enzimática). O teste complementar é o Western Blotting-imunoblotting (WB).
A Portaria define ainda as informações que devem constar no formulário de requisição para os testes de diagnóstico laboratorial, que devem ser empregados individualmente, por animal.
Mediante autorização do Mapa, outros métodos podem ser empregados como teste complementar em situações específicas.
O desenvolvimento de novas provas laboratoriais de diagnóstico que possam trazer benefícios às ações de prevenção ou erradicação do mormo no Brasil também podem ser adicionadas aos testes, segundo o Mapa, de acordo com os preceitos recomendados pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
O CRMV-PA e a ADEPARÁ promovem nos dias 12 e 13/04 em Altamira/PA e nos dias 14 e 15 de abril, em Itaituba/PA, o curso de Resenha, Pelagem e Coleta de Material para Exame de AIE e Mormo e Legislação, ministrado pelos médicos veterinários Edson Ladislau, Augusto Vianna e Flávia Rodrigues.
Os cursos tem certificação válida para cadastrar médicos veterinários privados junto ao PESE- Adepará, atendendo ao que estabelece a IN Adepará nº 002/2017, que determina que a coleta de amostras e requisição de exame laboratorial para diagnóstico de Anemia Infecciosa Equina (AIE) e Mormo, no âmbito do Estado do Pará, somente poderá ser realizada por médicos veterinários da iniciativa privada que possuam cadastro específico para tal finalidade junto à Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará.
Os eventos são gratuitos, com vagas limitadas e destinados a profissionais médicos veterinários (consultar regras).
Participe!
Serviço:
Curso de Resenha, Pelagem e Coleta de Material para Exame de AIE e Mormo e Legislação
Datas:
Curso: Altamira/PA – Dias 12 e 13 de abril/2018
Curso: Itaituba/PA – Dias 14 e 15 de abril/2018
A presidente do CRMV-PA, Antonieta Martorano, participou na última quinta-feira (15/03), de Seminário Comemorativo aos 40 anos do Centro Nacional de Primatas – CENP, em Belém/PA.
A programação comemorativa do evento tratou de temas importantes para o Centro e contou com mesas redondas e palestras de pesquisadores de Belém e de outros estados.
A presidente do CRMV-PA, Antonieta Martorano, participou na última quinta-feira (15/03), de Seminário Comemorativo aos 40 anos do Centro Nacional de Primatas – CENP, em Belém/PA.
A programação comemorativa do evento tratou de temas importantes para o Centro e contou com mesas redondas e palestras de pesquisadores de Belém e de outros estados.
Em busca de um padrão estético, criadores e proprietários costumavam recorrer a cirurgias para esculpir orelhas ou encurtar as caudas de seus cães. A prática, antes considerada habitual, submetia animais a uma intervenção desnecessária e que representa um prejuízo permanente ao seu bem-estar. Considerando a realização indiscriminada de procedimentos cirúrgicos mutilantes, há uma década o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) publicou a Resolução CFMV nº 877, que vetou esse tipo de medida no país.
Entre os procedimentos proibidos pela resolução estão a conchectomia, a cordectomia e a onicectomia, nomes dados, respectivamente, ao corte das orelhas, à retirada das cordas vocais e à remoção cirúrgica das unhas dos animais. Posteriormente, com a publicação da Resolução CFMV nº 1027 de 2013, que complementou o texto original de 2008, ficaria explicitamente proibida na prática médico-veterinária também a caudectomia (corte de cauda).
“Esses eram procedimentos ensinados nos cursos de Medicina Veterinária, mas para vários profissionais já era algo em desuso. Muitos questionavam o benefício que isso trazia ao animal. Depois da emissão dessa resolução, há dez anos, os médicos veterinários que ainda faziam essas cirurgias se sentiram reprimidos e entenderam que essa é uma coisa errada”, avalia o presidente da Comissão Nacional de Bem-estar Animal do CFMV (Cobea/CFMV), Cássio Ricardo Ribeiro.
Além dos procedimentos motivados por razões estéticas, também são consideradas graves as cirurgias que, por conveniência, buscam impedir a expressão do comportamento natural da espécie. Esse é o caso dos proprietários que emudecem seus cães por meio do corte das cordas vocais ou amputam a terceira falange dos felinos para que, assim, eles não tenham mais unhas.
“É um procedimento cirúrgico, anestésico, que causa dor, e existe muita complicação pós-cirúrgica”, ressalta o presidente da Cobea/CFMV. “Se o cão late muito, é uma questão de adestramento, de educação. Se o gato arranha o sofá, é porque essa é uma manifestação natural do felino. É uma questão de esclarecer o tutor e explicar que a mutilação não é a solução”, aponta Cássio.
Aceitação
Eventualmente, tutores e criadores passaram a aceitar e até mesmo valorizar a aparência de nascimento dos cães e os padrões de raça ficaram mais flexíveis. “Hoje atendemos rottweiler de rabo comprido, doberman de orelha grande, yorkshire com o rabo natural”, enumera a clínica e cirurgiã veterinária Patrícia Arrais.
Com 23 anos de profissão, Patrícia conta que se recusa a realizar procedimentos como a conchectomia desde antes da graduação. “Esses procedimentos nós não fazemos mesmo. Geralmente fazemos uma orientação para a posse responsável, explicando aos tutores como é algo totalmente desnecessário, e que é uma mutilação. E realmente conseguimos convencê-los”, explica a profissional.
A médica veterinária apenas recorre a esse tipo de cirurgia quando há indicação para o benefício do animal, o que é permitido pela Resolução CFMV nº 877. Esses são os casos, por exemplo, da ocorrência de um tumor, de uma lesão grave, ou da necessidade de corrigir problemas de formação que podem causar complicações para o cão ou gato. Apenas o médico veterinário tem a competência para avaliar a necessidade da realização desses procedimentos.
Os profissionais que realizarem os procedimentos sem justificativa clínica, se denunciados ao Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) de seu estado, podem sofrer um processo ético-profissional. No caso de a intervenção não ter sido feita por um médico veterinário, o autor pode responder por crime ambiental e exercício ilegal da profissão.
O Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) instituiu o Sistema Nacional de Emergências Agropecuárias (Sineagro), um conjunto de órgãos, atividades, padrões e procedimentos, com atuação permanente e coordenada para dar respostas a possíveis emergências agropecuárias. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (15/03) no Diário Oficial da União (DOU), por meio da Instrução Normativa nº 15/2018.
De acordo com o Mapa, a iniciativa pretende dar mais agilidade no atendimento a situações inesperadas que possam afetar a produção agropecuária brasileira, com normas para capacitação de técnicos, reconhecimento de pragas e doenças e a mobilização imediata em casos de emergência.
O Sineagro, segundo o Mapa, também garantirá mais eficiência ao país na área de sanidade animal e vegetal; É o caso da prevenção de pragas e doenças que podem trazer prejuízos econômicos e fechar mercados potenciais à produção brasileira.
O Sistema contará com a coordenação estratégica da Secretaria de Defesa Agropecuária (das), em consonância com as diretrizes e procedimentos definidos no Plano Nacional de Contingência para Emergências Agropecuárias.
Entra em vigor nesta quarta-feira (14/03) a Resolução CFMV nº 1193, que regulamenta o registro e a anotação de Responsabilidade Técnica (RT) em apicultura. A Resolução foi publicada pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) no Diário Oficial da União em 14 de dezembro.
O texto dispõe sobre os deveres do médico veterinário como RT e classifica de acordo com a atuação os estabelecimentos que processam, armazenam e expedem produtos de abelhas e seus derivados.
A resolução lista como atribuições do responsável técnico a garantia da qualidade dos serviços e produtos, além da orientação aos usuários e funcionários do estabelecimento sobre os pontos críticos de contaminação dos produtos e sobre as condições de armazenamento, de transporte e de estocagem durante a comercialização dos produtos.
Cabe ao RT, ainda, zelar pelo cumprimento dos aspectos técnicos e legais da atividade, acompanhando as inspeções higiênico-sanitárias oficiais, notificando as autoridades dos órgãos ambientais sobre ocorrências que causem impacto ao meio ambiente e informando às autoridades sanitárias sobre as doenças de notificação obrigatória, exóticas, emergentes e ocorrências de morbidade e mortalidade.
Ao analisar o pedido de anotação de responsabilidade técnica, o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) deve levar em consideração o conhecimento e treinamento do profissional, assim como a compatibilidade entre as responsabilidades técnicas e de horários e distâncias já assumidas pelo RT.
A norma também ressalta que o profissional responsável técnico responde civil e penalmente por eventuais danos que possam ocorrer decorrentes de sua conduta profissional, uma vez caracterizada dolo ou culpa, seja por negligência, imprudência ou imperícia.
O futuro da Medicina Veterinária parece ser feminino: com um crescimento acelerado da participação de mulheres no mercado de trabalho, em breve a área deve ter mais profissionais mulheres do que homens, invertendo uma proporção histórica. Atualmente, o país conta com 118 mil médicos veterinários em atividade, dos quais 58,4 mil, ou 49%, são mulheres. Até os anos 1980, elas representavam apenas 20% da categoria no país.
De acordo com o Sistema de Cadastro do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), as mulheres já são maioria em cinco estados brasileiros. A predominância feminina pode ser observada no Amazonas, com 52% das profissionais mulheres, no Distrito Federal (57%), no Espírito Santo (50,1%), em São Paulo (59%) e no Rio de Janeiro, onde a proporção de mulheres é mais notável – em território fluminense, 60% dos 10 mil médicos veterinários em atuação são mulheres.
Essa mudança de paradigma pode ser atribuída à forte representação feminina nas universidades, onde é perceptível a crescente quantidade de mulheres que desejam seguir carreira na Medicina Veterinária. “Observamos isso nitidamente, de uns tempos para cá. Quando eu me formei, em 1990, na Universidade Federal de Goiás (UFG), 80% da turma era composta por homens. Hoje, acredito que esse quadro esteja invertido”, avalia Georgiana Sávia Brito Alves, coordenadora do curso de Medicina Veterinária do Centro Regional Universitário de Espírito Santo do Pinhal (Unipinhal).
A transformação descrita por Georgiana passou a afetar o mercado de trabalho em 2001, quando, pela primeira vez, mais mulheres do que homens se formaram nos cursos de Medicina Veterinária. Dos 3.280 novos profissionais registrados naquele ano, 1.754 eram mulheres, e apenas 1.526 eram homens.
A tendência se mantém desde então, com uma proporção cada vez maior de mulheres graduadas em Medicina Veterinária. No ano passado, 64% dos 8 mil médicos veterinários recém-formados eram mulheres. “Acredito que tenha sido um chamamento que partiu das próprias mulheres, talvez por conta da ampla gama de atuação da Medicina Veterinária. Elas podem trabalhar com pequenos animais, silvestres, produção, inspeção, tecnologia”, enumera Georgiana.
Embora não haja dados sobre as áreas de maior atuação das mulheres na Medicina Veterinária, representantes do ensino estimam que a grande maioria ingresse no curso em busca de uma carreira na clínica de pequenos animais. Mas há profissionais do sexo feminino em todas as áreas da Medicina Veterinária. “Quando frequentei a faculdade, há 40 anos, a minha ideia era trabalhar na clínica de pequenos animais. Pensávamos que poderia ter uma resistência, mas felizmente nunca tive esse problema no início da carreira”, recorda Adolorata Aparecida Carvalho, representante titular do CFMV no Conselho Nacional de Saúde (CNS).
Depois de prestar concurso para a Secretaria de Agricultura e trabalhar na defesa sanitária animal, Adolorata passou a se dedicar à Medicina Veterinária Preventiva. “Sempre fui muito feliz em minhas atividades. A aceitação nessas áreas é a mesma, desde que as profissionais mostrem competência e não se fechem a novos conhecimentos”, afirma a médica veterinária, que também é coordenadora do Programa de Residência em Área Profissional de Saúde da Unesp de Jaboticabal.
Zootecnia
As mulheres também estão presentes na Zootecnia Dos quase 9 mil profissionais em atividade no país, 2,7 mil, ou 30%, são mulheres. O maior número de representantes do sexo feminino na profissão está no estado de São Paulo, com 571 profissionais, enquanto o Rio Grande do Norte tem a proporção mais equilibrada de gênero no país, com 43% de mulheres entre seus 126 zootecnistas.
Embora na Zootecnia a presença feminina cresça num ritmo mais lento, é constante o aumento do número de mulheres na profissão. Se em 2001 elas representavam apenas 26% dos novos profissionais, em 2017 elas já eram 44% dos zootecnistas recém-formados no país. “Percebemos em muitos cursos de Zootecnia a grande participação da mulher, seu desempenho e dedicação à profissão”, avalia Safira Valença Bispo, integrante da Comissão Nacional de Educação em Zootecnia do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CNEZ/CFMV).
Safira Valença Bispo, integrante da CNEZ/CFMV. Foto: arquivo pessoal
Na opinião da zootecnista, não há resistência no mercado de trabalho para as mulheres, e há, ainda, um grande espaço a ser ocupado pelas profissionais que desejam se dedicar à produção animal. “A cada dia que passa esse tabu é quebrado na área de produção e também para os cargos de chefia”, avalia Safira. “Meu conselho é que todas que queiram exercer a Zootecnia se dediquem aos estudos, tenham postura profissional e sejam proativas. Acho que a junção destes itens é fundamental para o sucesso no mercado de trabalho”, orienta.
Neste dia, o CRMV-PA deixa sua homenagem a todas as mulheres, em especial as médicas veterinárias e zootecnistas que com dedicação, força, delicadeza e competência transformam o mundo todos os dias. Parabéns!
A conselheira efetiva do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Pará (CRMV-PA), Nazaré Fonseca de Souza (CRMV-PA nº 0484), foi designada nesta terça-feira (6/3), pelo presidente do CFMV, Francisco Cavalcanti de Almeida, como membro da Comissão Nacional de Animais Selvagens (CNAS/CFMV), conforme portaria nº 28 do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).
A CNAS/CFMV tem como objetivos propor diretrizes e assessorar o CFMV nos temas referentes a Animais Selvagens. O assunto é de fundamental importância, haja vista a grande diversidade da fauna de nosso país e a necessidade de mantê-la e valorizá-la.
Além de conselheira do CRMV-PA, Nazaré Fonseca é médica veterinária graduada pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), mestre em Patologia Veterinária, área de concentração Clínica Veterinária, pela UFRRJ, e doutora em Clínica Veterinária pela FMVZ/USP. É Professora Titular da Universidade Federal Rural da Amazônia. Professora da graduação em medicina veterinária (UFRA); Professora e Orientadora no Curso de Especialização em Residência Multiprofissional em Medicina Veterinária (UFRA); Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária de São Paulo. E presidente da Comissão Científica e da Comissão Regional de Animais Selvagens do CRMV-PA.
A CNAS/CFMV é composta por mais seis membros: Méd. Vet. Francisco Edson Gomes (CRMV-RR nº 0177), presidente; Méd. Vet. Elba Pereira Chaves (CRMV-MA nº 1207); Méd. Vet. Isaac Manoel Barros Albuquerque (CRMV-AL nº 0479); Méd. Vet. Débora Rochelly Alves Ferreira (CRMV-PB nº 0693); Zoot. Fernando Henrique Petroni (CRMV-PE nº 0717/Z); e Méd. Vet. Nei Moreira (CRMV-PR nº 2464).