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Semana Mundial de Conscientização do Uso de Antimicrobianos
De 18 a 24 de novembro acontece a Semana Mundial de Conscientização Antimicrobiana 2020 (WAAW – sigla em
inglês). A campanha que traz o slogan “Antimicrobianos: use com cuidado” é coordenada pela Aliança Tripartite – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e Organização Mundial de Saúde (OMS).
A WAAW, realizada anualmente, busca aumentar a conscientização e a compreensão da resistência aos antimicrobianos que é um dos maiores desafios para a saúde pública global, com importante impacto na saúde humana e dos animais.
Entre as ações realizadas durante a semana, no dia 23/11, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Ministério da Saúde, Anvisa e Organização Panamericana de Saúde (OPAS/OMS) realizarão um webinar “Unidos para preservar os antimicrobianos”, a partir das 15h, transmitidos pelo Youtube https://youtu.be/FA81camYes8 e no canal da PAHO TV https://www.youtube.com/pahotv.
As atividades para estimular o uso racional de antimicrobianos em animais estão previstas no Plano de Ação Nacional para Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no âmbito da Agropecuária (PAN-BR AGRO), publicado em 2018 pelo Mapa. O uso inadequado ou excessivo de medicamentos aumenta o risco de resistência aos antimicrobianos e, em todo o mundo, pessoas, plantas e animais estão morrendo de infecções que não podem ser tratadas, mesmo com os mais poderosos antimicrobianos.
“Aguardar um novo medicamento para o tratamento não é uma opção viável. A única solução é tomar medidas estratégicas para retardar o progresso da resistência e manter a eficácia dos antimicrobianos por mais tempo. A maneira como escolhermos responder à resistência aos antimicrobianos neste momento será importante para demonstrar a responsabilidade e compromisso do país com esse tema”, alerta o diretor do Departamento de Saúde Animal da Mapa, Geraldo Moraes.
Para mais informações acesse a página do Mapa sobre Resistência aos Antimicrobianos.
CRMV/PA recebe visita orientativa do CFMV
No período de 09 a 13 de novembro, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Pará (CRMV/PA) recebeu a equipe do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) para orientação e diagnóstico das áreas operacionais e administrativas do Regional.
Houve também atualização nas áreas de licitação e fiscalização, além de reuniões com a gestão sobre demais assuntos.
A visita foi realizada pelos membros da equipe do CFMV, Edson Dourado, diretor do Departamento administrativo; Michel Lima, pregoeiro; Marcos Paulo Del Fiaco, diretor de TI e Igor Andrade, diretor do Núcleo de Apoio aos Regionais (NAR).

Sobre o NAR
É um setor do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), que tem por objetivo estreitar a relação do Sistema CFMV/CRMVs para entender as necessidades de ajustes e desenvolvimento de melhorias.
Hospital Veterinário Dr. Vahia é inaugurado em Belém
Foi inaugurado na manhã desta segunda-feira (09), pelo prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, o primeiro hospital público veterinário da região Norte.
O Hospital Veterinário Dr. Vahia, fica localizado na estrada do Tapanã, e será destinado ao atendimento de cães e gatos. A equipe conta com médicos veterinários, farmacêuticos e assistentes. O hospital funcionará das 7h às 19h, incluindo os finais de semana e feriados.
Para procedimentos que não sejam de urgência, os tutores, residentes em Belém, devem realizar cadastro no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), pelo número (91) 3344-2350, no horário das 8h às 12h e das 13 às 16h, de segunda a sexta, ou presencialmente no hospital.
A presidente do CRMV/PA, Dra. Nazaré Fonseca e o conselheiro Eliomar Sousa juntamente com a médica veterinária Márcia Alves participaram da inauguração.

Nota de Pesar CRMV/PA
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Pará (CRMV/PA) vem a público manifestar o seu profundo pesar pelo falecimento do Zootecnista, JULIANO MODES MENDES, ocorrido ontem, dia 03 de novembro de 2020, em Santarém/PA.
Nesse momento de dor, o CRMV-PA se solidariza com todos os familiares e amigos e expressa as mais sinceras condolências por tão grande perda.
Guia de Bolso da Leishmaniose Visceral vai orientar os profissionais do país
Considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma das doenças mais negligenciadas do mundo, a
leishmaniose visceral (LV) ganha uma nova ferramenta de conhecimento técnico, científico e jurídico: o Guia de Bolso da Leishmaniose Visceral. A publicação é resultado de um intenso trabalho da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CNSPV/CFMV) e foi lançado nesta terça-feira (3), durante a abertura do II Simpósio Internacional de Saúde Única e o IV Simpósio Paranaense de Saúde Única.
“Depois de muito trabalho dos membros da comissão, com a colaboração de diversas entidades, como a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Ministério da Saúde e universidades, os médicos-veterinários que atuam nos segmentos públicos e privados terão ao seu dispor um grande apoio para realizar consultas, dirimir dúvidas e realizar, com mais segurança, o protocolo de tratamento da leishmaniose em cães”, afirma o presidente do CFMV, Francisco Cavalcanti.
A doença, também conhecida como calazar, é uma zoonose sistêmica causada por um protozoário do gênero Leishmania, transmitido aos humanos e outros animais por meio da picada de mosquitos flebotomíneos, do gênero Lutzomyia, que se infecta ao se alimentar do sangue de animais infectados, principalmente cães.
“A complexidade da LV sempre gerou muitos questionamentos. O Brasil detém uma das maiores experiências científicas e práticas de atuação de medidas de controle da doença. Somos referência no mundo, pelas pesquisas, formação profissional e gestão dos programas. O guia consolida tudo isso”, afirma o presidente da CNSPV, Nélio Batista de Morais, coordenador de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza (CE).
Para o médico-veterinário Francisco Edilson Júnior, membro da comissão e servidor do Ministério da Saúde, o intuito do guia é harmonizar, de forma materializada, as informações técnicas, legais e éticas sobre a vigilância, o manejo e o controle da leishmaniose visceral, com foco nos médicos-veterinários.
“Esperamos também reduzir uma assimetria de informações que existe entre profissionais de diversas áreas e de diferentes regiões do país para, a partir disso, dar um passo importante para integrá-los em prol de um trabalho conjunto para o controle dessa grave zoonose. Essa integração segue a abordagem da saúde única, que é o melhor caminho para controlar zoonoses como a leishmaniose visceral”, explica.
Leishmaniose no Brasil
De acordo com dados da Secretaria de Vigilância e Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, o Brasil responde por 90% dos casos humanos de leishmaniose visceral registrados na América Latina. De 2010 a 2019, o país apresentou de 3 mil a 3,5 mil casos por ano (quadro abaixo), com letalidade (mortalidade) em torno de 7%.

As áreas de maior incidência da LV no país estão concentradas na Região Nordeste, em razão de fatores ecológicos e sociais. Porém, com o avanço da doença, regiões que anteriormente não apresentavam casos, como o Sudeste e algumas áreas do Norte, já os contabilizam. Atualmente, a enfermidade está presente em todos os biomas brasileiros.

Segundo Morais, é importante lembrar que a zoonose tem um aspecto social muito forte. “A maior parte das pessoas acometidas têm condições socioeconômicas menos favorecidas. O fator de maior preocupação é a alta incidência na faixa etária de 0 a 14 anos. Portanto, não controlar a leishmaniose é praticamente condenar as crianças pobres à morte”, alerta.

Importância do médico-veterinário
A ausência de uma educação em saúde para a população em geral potencializa o processo cada vez mais forte de incidência da doença no Brasil, assim como a transmissão para os cães e, consequentemente, a vulnerabilidade para a ocorrência de casos em humanos.
O médico-veterinário tem um papel fundamental como profissional de saúde única nesse cenário, pois é dele também a função de educar os tutores dos animais. “Os profissionais do segmento privado têm uma função muito relevante em intervenções que podem propiciar reduções dos danos sociais causados pela leishmaniose visceral”, aponta o presidente da CNSPV. “Complementando esse processo, a intervenção do setor público deve ter como prioridade a adoção de medidas profiláticas que respondam ao impacto da expansão territorial dos casos e os riscos de acometimentos e mortes da população. Para isso, os médicos-veterinários devem estar na linha de frente, implementando conceitos de saúde única, intervindo em todas as fases da cadeia e gerando respostas ao complexo e enorme desafio que significa a LV”, completa.
Morais sugere ainda que os profissionais busquem sempre o conhecimento da legislação e se atentem aos fundamentos do que está vigente no país. O Guia de Bolso da Leishmaniose Visceral apresenta um capítulo inteiro dedicado à legislação pertinente às questões que envolvem atuação e pareceres sobre a zoonose. “Busquem também, constantemente, atualizações técnico-científicas, pois a ciência é a grande norteadora desse processo”, orienta.
De acordo com o médico-veterinário, a prática clínica e suas intervenções são valiosas e os profissionais devem aproveitar a oportunidade para produzir informes e material científico, os quais poderão servir de subsídio e até mesmo de apresentação de experiências exitosas, disponíveis ao conhecimento de todos.
“Procure sempre a integração do serviço público com o serviço privado. É indispensável que o profissional tenha conhecimento das normativas que amparam as ações de vigilância e controle da leishmaniose visceral”, finaliza.
Sintomas
Para fazer um diagnóstico precoce, com mais chances de cura, é importante prestar atenção aos sintomas. No cão, os sinais são emagrecimento progressivo, crescimento das unhas, feridas no corpo, sobretudo no focinho e na orelha, ceratoconjuntivite (inflamação dos olhos), comprometimento hepático (fígado) e esplênico (baço), além de prostração.
Já no homem, os sinais são febre regular, tosse seca, emagrecimento, anemia, comprometimento hepático (fígado) e esplênico (baço) e hemorragias.
Prevenção
Prevenir é o melhor remédio. Com a leishmaniose visceral não é diferente. É possível manter o mosquito transmissor bem longe, especialmente com o apoio da população, no que diz respeito à higiene ambiental. Ações simples, como limpar periodicamente quintais, retirar a matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo, locais onde os mosquitos se desenvolvem); e destinar corretamente o lixo orgânico, a fim de impedir o desenvolvimento das larvas dos mosquitos, são medidas muito eficientes.
Além disso, é importante realizar também a limpeza dos abrigos de animais domésticos, mantê-los em canis com telas, se possível, e não deixá-los soltos no final da tarde e à noite.
Os tutores dos animais devem levá-los periodicamente ao médico-veterinário para acompanhamento e realização de diagnósticos sorológicos e parasitológicos, assim como aplicação da vacina contra a leishmaniose. Os responsáveis também podem ajudar na prevenção com o uso de repelentes nos animais.
Mesmo curado, o cão pode continuar como reservatório da doença. Por isso, uma vez infectado, deverá ser acompanhando por um médico-veterinário durante toda a sua vida. Além de todos esses cuidados, em caso de suspeita da infecção no homem, a orientação é buscar imediatamente uma unidade de saúde para atendimento e, em caso de confirmação da doença, seguir para os procedimentos necessários.
O Guia
Ao longo de mais de cem páginas, os leitores podem conferir desde aspectos epidemiológicos atuais no Brasil e no mundo, passando pela legislação brasileira e os aspectos legais voltados à atuação do médico-veterinário, até diagnóstico, tratamento, controle e prevenção, tanto em animais quanto em humanos.
Adepará promove III Fórum Estadual do PNEFA
Nesta sexta-feira (6), acontece o III Fórum Estadual do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). O evento será transmitido ao vivo a partir das 9h pelo Youtube, e é uma ferramenta para estimular a participação da sociedade na execução do Plano Estratégico.
No encontro serão feitos esclarecimentos sobre o Plano Estratégico do PNEFA, que objetiva a suspensão da vacina contra a febre aftosa no Brasil e a garantia do status de área livre da doença sem vacinação.
O Fórum é promovido pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará), com o apoio do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Pará (CRMV/PA), Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Estado do Pará (Fundepec).
Confira a programação e os horários do Fórum:
Novembro Azul: prevenção é o melhor remédio para evitar câncer de próstata em cães
O câncer de próstata também afeta os animais de companhia e, assim como ocorre nos homens, é importante alertar sobre prevenção. Em pequenos animais, a espécie canina é a mais acometida pelas alterações na próstata, sendo mais raras nos gatos. As principais ocorrências são hiperplasia prostática benigna (HPB), prostatite aguda ou crônica, abscessos, metaplasia escamosa, cistos prostáticos ou paraprostáticos e neoplasias.
Segundo a médica-veterinária Fabiana Ferreira de Souza, pesquisadora nível III do Departamento de Cirurgia Veterinária e Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (FMVZ-Unesp), de Botucatu (SP), “cães idosos, de raças de maior porte, são mais propensos às doenças. Fatores genéticos estão envolvidos, já que há predisposição racial”.
A médica-veterinária e doutora em reprodução animal Maricy Apparício Ferreira explica que, em cães, a alteração mais comum é a hiperplasia prostática benigna, afecção que acomete animais com idade igual ou superior a 5 anos, seguida da prostatite bacteriana.
Sinais clínicos
Maricy menciona que os sinais clínicos, de forma geral, incluem sinais do trato urinário, como a presença de hematúria ou incontinência urinária, com rara ocorrência de disúria. A disúria geralmente é reportada nos casos de tumores prostáticos, quando o parênquima é alterado pela neoplasia, chegando a comprimir a uretra.
“Os sinais do sistema digestório incluem tenesmo com fezes finas, também conhecidas como “fezes em formato de fita” (devido à compressão do cólon pela próstata) e constipação. Relacionados ao sistema locomotor, tem-se dificuldade de locomoção, claudicação, andar rígido, paresia e edema dos membros pélvicos. Vale pontuar ainda que existem animais cujos sinais clínicos se relacionam à reprodução, tais como a recusa de monta, diminuição da fertilidade e da libido, alterações que acabam sendo mais notadas em apadrinhadores”, detalha Maricy.
Tratamento
A orquiectomia (castração) é recomendada para reduzir o tamanho da glândula e, consequentemente, as manifestações clínicas. Em casos de prostatite, recomenda-se o uso de antibióticos por período prolongado (mínimo de quatro semanas), enquanto nos de abscesso e cistos próstáticos, a drenagem das lesões cavitárias deve ser acompanhada de antibioticoterapia e castração. Nos apadrinhadores, cuja manutenção da atividade reprodutiva deve ser mantida, a recomendação de Maricy é substituir a castração pela administração de fármacos que bloqueiam o crescimento prostático, tal como a finasterida, que impede a ação da enzima 5-alfa redutase, a qual é responsável pela conversão da testosterona em 5-alfa diidrotestosterona, reduzindo, portanto, o crescimento da glândula.
Já Fabiana ressalta que, no câncer prostático, o tratamento mais indicado é a prostatectomia, mas quando há invasão da cápsula prostática, tecidos adjacentes, metástases regionais ou distantes não há tratamento que prolongue a sobrevida do animal. “Em vista da natureza agressiva do câncer prostático, normalmente os sinais clínicos são observados quando já há metástases e a cirurgia não é indicada. A quimioterapia ou radioterapia podem ser aplicadas, contudo o prognóstico é ruim e não há regressão do câncer”, afirma a médica-veterinária.
Prevenção
A principal forma de prevenção é o exame da próstata, que deve ser incluído na avaliação clínica de rotina. Recomenda-se que cães com idade igual ou superior a 4-5 anos sejam submetidos a avaliação clínica minuciosa, a qual deve contemplar um exame da glândula prostática (toque retal associado com a palpação abdominal para determinar o tamanho, mobilidade, simetria e presença de nodulações ou de dor. O exame ultrassonográfico pode auxiliar no diagnóstico e permite avaliar características do parênquima prostático e a presença ou ausência de lesões cavitárias, possibilitando identificar alterações muitas vezes não detectadas pela palpação.
Fontes
Fabiana Ferreira de Souza, pesquisadora nível III do Departamento de Cirurgia Veterinária e Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (FMVZ-Unesp), de Botucatu (SP);
Maricy Apparício Ferreira, médica-veterinária, doutora em reprodução animal, professora substituta da disciplina de Obstetrícia Veterinária e da pós-graduação em reprodução animal do Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária da Unesp de Jaboticabal (SP).
Comunicado Expediente CRMV/PA
CRMV/PA realiza cerimônia de entrega das carteiras em Xinguara/PA
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Pará (CRMV/PA) realizou no dia 26 de outubro, a cerimônia de entrega das carteiras profissionais, no Tatersal Joel Lobato, em Xinguara/PA. Cerca de 25 profissionais participaram do evento.
Na ocasião, a vice-presidente do CRMV/PA, Dra. Sumaya Paulino, deu as boas-vindas a todos e fez uma breve palestra apresentando a missão do Conselho. Em seguida, realizou a entrega das carteiras.
O evento foi organizado pelos professores da Unifesspa, Paulo Vinícius Mendes e Pedro Ermita, com o apoio do Sindicato Rural de Xinguara e da empresa Ouro Fino Saúde Animal.
O CRMV/PA parabeniza e deseja sucesso aos novos profissionais inscritos.
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