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CRMV-PA participa de I Fórum das Comissões Nacional e Regionais de Alimentos do Sistema CFMV/CRMVs
Com o objetivo de traçar e executar estratégias para maior inserção e divulgação do Médico Veterinário na área de segurança dos alimentos de origem animal no país, a secretária geral do CRMV-PA, Dra. Teresinha Rossetti, participou de 03 a 05 de outubro, no CFMV, do Primeiro Fórum das Comissões Nacional e Regionais de Alimentos do Sistema CFMV/CRMVs.
O evento procurou traçar um cenário da atuação do médico veterinário na segurança alimentar no Brasil. Assim como buscou conhecer a realidade dos Conselhos Regionais no setor, trocar experiências e dar visibilidade às atividades do profissional na área. O primeiro fórum marcou o início de um novo direcionamento, voltado para a valorização e o aperfeiçoamento do trabalho do médico veterinário em todas as fases de produção e inspeção dos alimentos.

A CNAL
Criada em setembro de 2016, a Comissão Nacional de Alimentos (CNAL) é a mais nova das comissões assessoras do CFMV e já tem cumprido um importante papel nas questões relacionadas à regulação, ao reconhecimento e à valorização do trabalho do médico veterinário na cadeia produtiva das proteínas de origem animal.
A CNAL atuou em diversas manifestações de consultas públicas, mediou encontros com representantes do setor produtivo, e apresentou posicionamentos técnicos quanto a propostas de resoluções e outros atos que normatizam o exercício da Medicina Veterinária na área de produção e inspeção de alimentos.
A comissão é composta pelos médicos veterinários Valéria Rocha Cavalcanti (presidente da Comissão), Alexander Welker Biondo, Ricardo Moreira Calil, Gisela Cornelia Hutten, e Marili Gramolini Garcia Winckler.
Membros da CNAL / CFMV
Encontro Nacional de Defesa Sanitária Animal recebe inscrição de trabalhos até o dia 15/10
O prazo para inscrição de trabalhos a serem apresentados no V Encontro Nacional de Defesa Sanitária Animal (Endesa 2017) termina no próximo dia 15 de outubro. O evento será realizado em Belém (PA), de 4 a 8 de dezembro, no Centro de Convenções & Feiras da Amazônia.
Os trabalhos serão inscritos sob a forma de resumos, avaliados pela Comissão Organizadora de acordo com a originalidade e a relação da produção científica com o tema do evento: Serviço Veterinário Brasileiro – Em busca da Sustentabilidade.
Serão novidades nessa edição visitas técnicas a sistemas de produção de animais no Pará e moção com recomendações para assegurar a sustentabilidade do serviço veterinário brasileiro prestado por entes públicos e privados.
O Endesa é promovido pelo Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O objetivo é aprimorar ações de Defesa Sanitária Animal, por meio do intercâmbio entre o Serviço Veterinário Oficial, o setor privado e o meio acadêmico e científico. Além disso, é realizado balanço das ações dos dois últimos anos anteriores e projetadas ações para o biênio seguinte.
Nessa quinta edição, há interesse em dar visibilidade ao trabalho do Serviço Veterinário Oficial, de harmonizar procedimentos técnicos dos diversos programas de saúde animal desenvolvidos no Brasil e ampliar o conhecimento dos profissionais que, direta ou indiretamente, atuam na área de Defesa Sanitária Animal, em benefício da sociedade.
Estão previstos palestrantes nacionais e internacionais que tratarão de assuntos como o papel dos serviços veterinários na produção e no comércio seguro de alimentos e no bem-estar animal.
O desempenho, avaliação e o financiamento do serviço veterinário nacional serão discutidos, além de ferramentas da epidemiologia, o papel do veterinário privado, resistência a antimicrobianos, interação dos veterinários das Forças Armadas com o serviço veterinário oficial e trânsito, quarentena e saúde de suínos, abelhas, animais aquáticos, ruminantes, animais selvagens, equinos e aves.
Autores deverão enviar resumos técnico-científicos relacionados ao tema do encontro até 15/10/2017. Inscreva o trabalho, clique aqui:
Confira a Programação, clique aqui.
28 de setembro: Dia Mundial Contra a Raiva
A cada quinze minutos, morre uma pessoa infectada pelo vírus da raiva. São quase 60 mil vítimas todos os anos, a maioria delas, crianças de países em desenvolvimento. Esse é um quadro preocupante que tem no médico veterinário um importante agente de mudança: ele é o único profissional que pode atuar na prevenção da raiva nas três esferas da saúde envolvidas no contágio da doença: animal, humana e ambiental. Em 28 de setembro, data em que se comemora o Dia Mundial Contra a Raiva, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) destaca o importante papel desse profissional no combate à zoonose.
“A raiva continua a ser uma grande preocupação mundial. É uma doença negligenciada, com praticamente 100% de letalidade e alto custo na assistência preventiva às pessoas expostas ao risco de adoecer e morrer”, avalia a médica veterinária Adriana Vieira, integrante da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária (CNSPV/CFMV).
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de dois terços dos países do mundo ainda são afetados pela raiva e, dentre todos os casos registrados em humanos, mais de 95% são causados por mordeduras de cães infectados. Diz respeito à saúde animal, portanto, o fator mais importante a ser combatido na erradicação da doença – um ciclo de transmissão que pode ser eliminado por meio da vacinação em massa.
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) estima que, para ser efetiva, uma campanha de vacinação contra a raiva deve cobrir ao menos 70% da população de cães nas zonas afetadas pela doença. A entidade calcula que, além de impedir a transmissão do vírus e salvar vidas de animais e humanos, o custo da imunização canina teria um custo quase 10 vezes menor do que os valores já investidos no tratamento emergencial de pessoas acometidas pela doença.
O médico veterinário tem uma atribuição fundamental nesse processo, atuando nas campanhas de vacinação, no controle populacional de cães em situação de rua e na conscientização da população a respeito dos princípios de guarda responsável. A vigilância e a notificação dos casos detectados também são uma importante ação de controle da doença, e mais um dever que cabe aos médicos veterinários.
“Animais que apresentem sinais neurológicos devem ser levados aos médicos veterinários e esses, por sua vez, devem avaliar o quadro geral e, se esses animais forem a óbito, o material precisa ser encaminhado para diagnóstico de raiva”, ressalta Vieira. “Alertamos também os médicos veterinários clínicos para que fiquem atentos aos animais com sintomatologia neurológica. Se esses animais forem submetidos à eutanásia ou vierem a óbito, o veterinário deve enviar o material desses animais para diagnóstico de raiva nos laboratórios de referência”, explica a médica veterinária.
Até 2030
Considerando a necessidade de medidas emergenciais contra a raiva, a OMS e a OIE, em colaboração com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e com o apoio da Aliança Global para o Controle da Raiva (GARC), definiram 2030 com o ano limite para a erradicação da doença em humanos. A meta foi traçada em 2015 durante a Conferência Mundial sobre "Eliminação global da raiva humana transmitida por cães: o momento é agora", em Genebra, na Suíça.
A doença
A raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso central de mamíferos, incluindo humanos. O vírus pode ser encontrado principalmente na saliva e no cérebro dos animais infectados, e normalmente é transmitido para humanos por meio da mordedura de cães. O período de incubação varia entre alguns dias a vários meses mas, uma vez que os sintomas são observados, a doença é fatal.
Mais de 80% das mortes causadas pela raiva ocorrem em áreas rurais, onde o acesso a campanhas de saúde e à profilaxia pós-exposição é limitada ou inexistente. Os continentes africano e asiático são os que apresentam os maiores riscos de mortalidade de humanos, com mais de 95% dos casos fatais da doença.
Conscientização
Todos os anos, em 28 de setembro, a comunidade internacional se mobiliza para promover a luta contra a raiva. O movimento conta com eventos realizados ao redor do globo, com o objetivo de conscientizar a população, divulgar conhecimento ou imunizar animais. Conheça a Aliança Global para o Controle da Raiva, e saiba mais.
CRMV-PA participa de lançamento do ENDESA 2017
A presidente do CRMV-PA, Dra. Antonieta Martorano, participou na manhã desta quinta-feira (28), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (FAEPA), do lançamento do V Encontro Nacional de Defesa Sanitária Animal – ENDESA 2017, que ocorrerá no período de 04 a 08 de dezembro de 2017, no Hangar – Centro de Convenções & Feiras da Amazônia, em Belém/PA.
Também estiveram presentes, o presidente da FAEPA, Carlos Xavier, técnicos do Serviço Veterinário do governo federal, o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Giovanni Queiroz, o presidente da ADEPARÁ, Luiz Pinto, além de representantes da EMATER, instituições de ensino do estado, e de órgãos estaduais e federais ligados ao setor agrícola e produtores rurais.
A presidente do CRMV-PA falou da relevância do Endesa para o Pará e a importância da participação de todos no evento. “Conclamo a participação de todos no ENDESA, a programação foi muito bem elaborada, e contempla temas embasados na questão da sustentabilidade, meio ambiente, defesa e bem-estar animal. Vamos realizar um evento com visibilidade para a Amazônia e para o mundo.” – avaliou Dra. Antonieta Martorano.
O ENDESA 2017
Promovido pelo Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o ENDESA terá como tema: “Serviço Veterinário Brasileiro: Em busca da Sustentabilidade” .
O ENDESA visa aprimorar ações de Defesa Sanitária Animal, por meio do intercâmbio entre o Serviço Veterinário Oficial, setor privado e meio acadêmico e científico, realiza um balanço das ações dos dois últimos anos anteriores e projeta ações para o próximo biênio, destacando-se como um dos principais eventos técnico-científico dirigido ao público com interesse em Defesa Sanitária Animal.
Nesta quinta edição do evento, busca-se dar visibilidade ao trabalho do Serviço Veterinário Oficial, harmonizar procedimentos técnicos dos diversos programas de saúde animal desenvolvidos no Brasil e ampliar o conhecimento dos profissionais que, direta ou indiretamente, atuam na área de Defesa Sanitária Animal, em prol da sociedade brasileira.
São aguardados palestrantes nacionais e internacionais que abordarão temas como o papel dos serviços veterinários na produção e comércio seguro de alimentos e no bem-estar animal; desempenho, avaliação e financiamento do serviço veterinário nacional; aplicação de ferramentas da epidemiologia e economia no serviço oficial; papel do veterinário privado na defesa sanitária; abordagem de saúde única em resistência a antimicrobianos e o plano de ação do Brasil; interação dos veterinários das Forças Armadas com o serviço veterinário oficial, além de temáticas relacionadas às ações em epidemiologia, trânsito, quarentena e saúde de suínos, abelhas, animais aquáticos, ruminantes, animais selvagens, equinos e aves.
Como nas edições anteriores, haverá apresentação de trabalhos técnico-científicos relacionados com a “Defesa Sanitária Animal”, em sessão de pôster, de acordo com as regras para a inscrição de trabalhos. Como novidade do evento, podemos destacar a oferta de duas visitas técnicas a sistemas de produção de animais no Pará e a elaboração de uma moção com recomendações para assegurar a sustentabilidade do serviço veterinário brasileiro que é constituído por entes públicos e privados.
Os trabalhos serão inscritos sob a forma de resumos, avaliados pela Comissão Organizadora de acordo com a originalidade e relação da produção científica com o tema do evento.
34º Congresso da Associação Mundial de Veterinária recebe trabalhos científicos até o dia 15/11
O 34º Congresso da Associação Mundial de Veterinária abriu esta semana (13/09) inscrição para o envio de trabalhos científicos. Os interessados terão até dia 15 de novembro para submeter os seus resumos à análise da equipe científica. O evento acontecerá dias 05 a 08 de maio de 2018, no Centro de Convenções Internacional, em Barcelona, Espanha.
São três categorias de trabalhos científicos: Acadêmico, Saúde Pública Veterinária e Prática Clínica. Eles serão apresentados em forma de pôster ou/e oralmente. Todos os resumos aceitos pelo comitê científico serão publicados no site do congresso
Não há limite para o envio de resumos por pessoa; no entanto, o candidato não poderá realizar mais de duas apresentações orais. Não há limite também para o número de co-autores. Clique aqui e saiba mais sobre o envio dos trabalhos científicos.
Programa do Congresso
Por meio de palestras e trabalhos científicos o 34th Congresso da Associação Mundial de Veterinária pretende explorar os desafios da saúde animal e bem-estar com o objetivo de encontrar soluções para demonstrar o valor da profissão ao público. Três trilhas principais serão seguidas no evento: saúde pública veterinária; academia e pesquisa; e medicina clínica em todas as espécies domésticas. Pesquisadores e profissionais de vários lugares do mundo irão discutir questões atuais e explorar novos horizontes no tratamento e prevenção de doenças e condições animais. Clique aqui e saiba mais.
Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde divulga carta aberta à sociedade sobre ensino a distância
O Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS), representante das 14 profissões, vem a público manifestar-se contra a modalidade de ensino a distância na saúde.
DEFENDEMOS A PRESERVAÇÃO DA QUALIDADE DA FORMAÇÃO PRESENCIAL, DIANTE DA EXPANSÃO DO ENSINO A DISTÂNCIA NO BRASIL.
Os Conselhos Profissionais da Saúde não são contra a incorporação das novas tecnologias na educação, desde que contribuam com a qualidade da formação, o que não é o caso do ensino a distância.
A formação em saúde está centrada no cuidado ao ser humano, cujas peculiaridades, HABILIDADES e competências exigem a formação presencial, para que as ações dos profissionais não coloquem em risco a saúde da população. A prática dos cuidados é a base das profissões da saúde.
Não acreditamos que seja possível desenvolver o lado humano do cuidado em saúde sem o contato direto com o paciente/usuário.
A qualidade do ensino deve ser uma prioridade para o Governo Federal/MEC, profissionais e, sobretudo, para a sociedade.
Em benefício ao cuidado e a segurança do paciente/usuário. DIZEMOS NÃO A FORMAÇÃO À DISTÂNCIA NA ÁREA DA SAÚDE. SAÚDE DE QUALIDADE SÓ COM FORMAÇÃO PRESENCIAL"
* Carta assinada pelos integrantes do Fórum dos Conselhos Federais da Área de Saúde (FCFAS), do qual o CFMV faz parte.
#SouVet
Dedicação em foco: o orgulho profissional é o tema da campanha do Dia do Médico Veterinário promovida pelo Sistema Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária (CFMV/CRMVs) em 2017.
Com o conceito “Sou Vet”, a iniciativa reúne depoimentos reais de médicos veterinários que se dedicam a diferentes áreas de atuação, buscando valorizar a contribuição desses profissionais para o bem-estar e a saúde de animais e da sociedade.
Confira no link abaixo essa campanha que traduz o orgulho que sentem os médicos veterinários em atuar nessa nobre profissão!
www.cfmv.gov.br/souvet/
#SouVet
O médico veterinário é o protagonista desta homenagem, portanto o CFMV convoca todos os profissionais a participarem dessa iniciativa! Os médicos veterinários que se sentirem inspirados pela campanha podem divulgar suas próprias histórias. Basta postar um depoimento por meio das mídias sociais usando a hashtag #SouVet.
Como participar?
Os médicos veterinários que se sentirem inspirados pela campanha podem divulgar suas próprias histórias, depoimentos, fotos e vídeos relacionados à sua vida profissional.
Basta publicar um post no Facebook, Instagram ou Twitter usando a hashtag #SouVet.
Conte sobre as alegrias e os desafios encontrados nessa jornada, fale sobre o que te inspira no dia a dia, agradeça a quem te ajudou a chegar até aqui. Use esse espaço para mostrar ao mundo o orgulho que você sente em ser médico veterinário! Os melhores depoimentos serão publicados na página do CFMV.
Na semana do médico veterinário, profissionais expressam o orgulho pela vocação
Produção de alimentos, pesquisa, conservação ambiental. São inúmeras as áreas da atuação da Medicina Veterinária que vão além da clínica, e que afetam de maneira direta a saúde e o bem-estar da população. Em 9 de setembro, quando se comemora o Dia do Médico Veterinário, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) parabeniza mais de 116 mil profissionais em atividade no país, e conta a história de médicos veterinários brasileiros que têm orgulho em seguir essa nobre vocação.
Desde que se formou em Medicina Veterinária, há oito anos, Luis Rodrigo Ferraz de Almeida já trabalhou em diversas áreas. No seu currículo constam atuações com gado de leite, reprodução, clínica, nutrição, vendas e diversas outras atividades relacionadas à produção animal. “O médico veterinário vai para a faculdade e vê um mundo tão grande, uma área de abrangência tão grande, e quando você sai, quer abraçar o mundo”, lembra o médico veterinário.
Hoje, trabalhando com assistência técnica e assessoria agropecuária, ele tem a oportunidade de colocar em prática toda a sua experiência. Ele presta serviços para propriedades rurais em diversas cidades brasileiras – uma rotina agitada, que exige dedicação e talento. “Uma hora estou trabalhando na parte de extensão, no manejo de pastagens, no manejo de rebanho. Outra hora eu estou aqui apalpando vaca, inseminando, mexendo com grão, atendendo um caso com cavalo ou com um boi. Na outra hora, estou fazendo uma cirurgia”, enumera o médico veterinário.
Luis Rodrigo Ferraz de Almeida. Foto: Ascom/CFMV
A carreira diversificada de Luis é um exemplo de como é amplo o mercado de trabalho da Medicina Veterinária. Isso ocorre porque o médico veterinário é o único profissional capacitado para atuar nas três áreas de saúde: animal, humana e ambiental, a tríade que forma a Saúde Única. Quando está presente nas propriedades rurais brasileiras, o médico veterinário zela pela saúde e pelo bem-estar dos animais, desde a inseminação, ao longo de todo o processo de produção de alimentos como leite e ovos, até o momento do abate.
Esse trabalho reflete diretamente na qualidade dos alimentos que chegam à mesa do consumidor, influenciando também na saúde humana. “A Medicina Veterinária é essa beleza toda. Essa preocupação com o meio-ambiente, com os animais e com os seres humanos”, emociona-se Luis Rodrigo. Este é um dos princípios que guiam no novo Código de Ética do Médico Veterinário, que entra em vigor neste dia 9 de setembro.
“É o médico veterinário o responsável pela produção de produtos de origem animal e também dos seus subprodutos fazendo com que haja quantidade e qualidade, e que isso possa chegar à mesa do consumidor com a inocuidade necessária para não transmitir doenças”, descreve Benedito Fortes de Arruda, presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). “Nós, médicos veterinários, trabalhamos na vigilância sanitária, na defesa sanitária animal, nos laboratórios de pesquisas, dentro das instituições de ensino, na saúde pública veterinária e no meio-ambiente. Em todos esses aspectos existe o papel fundamental do médico veterinário”, lista Arruda.
Saúde Única
Graças ao trabalho do médico veterinário, a população está protegida de zoonoses, que são as doenças transmitidas entre animais e seres humanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), dois terços das doenças infecciosas humanas têm origem em animais, como é o caso da raiva, da leishmaniose e da dengue. Ao longo das três últimas décadas, estima-se que 75% das novas doenças emergentes em humanos sejam zoonoses.
A atuação do médico veterinário em defesa da saúde e do bem-estar humanos está presente, por exemplo, nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), equipes multidisciplinares criadas com o objetivo de ampliar a abrangência e o escopo das ações da atenção básica. São 114 médicos veterinários em 19 estados brasileiros, atuando em ações clínicas, no desenvolvimento de projetos e em intervenções junto a famílias e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
“O médico veterinário está presente em dezenas de áreas de atuação para que possa certificar e assegurar que o ser humano tenha tranquilidade de poder consumir um produto, de poder ser imunizado, de poder ser medicado, ou no trabalho de conscientização do médico veterinário com o humano para evitar inclusive as transmissões de agentes patogênicos”, resume o médico veterinário Rodrigo Müller, que se dedica à experimentação animal para pesquisas científicas.
Rodrigo Müller. Foto: Ascom/CFMV
Müller chefia o Laboratório de Experimentação Animal de Bio-Manguinhos da Fundação Oswaldo Cruz, onde atua até hoje, no controle de qualidade e em pesquisas de desenvolvimento de vacinas contra doenças como a Febre Amarela, a Dengue e o Zika. “É muito gratificante, me sinto emocionado inclusive de ter participado do controle de qualidade das vacinas, para poder atender à Saúde Pública”, avalia. “É muita dedicação do médico veterinário para que a gente consiga fazer com que todo esse trabalho possa chegar a um posto de saúde, num bebê, numa pessoa idosa, a diversas populações, brasileiras e de outros países”, descreve.
Meio-ambiente
No terceiro pilar da Saúde Única está o meio-ambiente, que também é preservado por meio de ações que visam a prevenção contra a transmissão de doenças e a conservação do precioso equilíbrio dos biomas tão importantes para o futuro dos animais e da população.
No trabalho diário de reabilitação e de conservação ambiental, Paloma Lucin Bosso, médica veterinária e diretora do Parque das Aves, em Foz do Iguaçu (PR), tem a oportunidade de colocar em prática uma grande extensão do conhecimento que acumulou durante o estudo e a atuação na Medicina Veterinária, e de continuar seu aprimoramento profissional por meio da prática. “Não basta só gostar dos bichos, a gente tem de dedicar o nosso tempo, a nossa vida, a cuidar deles. Não é só curar os animais, mas oferecer um tipo de tratamento diário onde a gente possa, de maneira tanto preventiva quanto terapêutica, oferecer os melhores cuidados em quaisquer circunstâncias”, explica Bosso.
Paloma Lucin Bosso. Foto: Ascom/CFMV
Paloma, que também é integrante da Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal (Cebea) do CFMV, é responsável por mais de 1,4 mil animais, a maior parte deles recuperados do tráfico e de situações de risco. O seu trabalho é fundamental para projetos dedicados a salvar espécies inteiras de extinção, além de colaborar para a conscientização do público sobre a importância do respeito aos animais e ao meio-ambiente.
“Se conseguirmos trabalhar de forma que o bem-estar seja único para seres humanos, para os animais e para o meio-ambiente, a gente terá atingido um grau com certeza muito melhor de convivência com a humanidade”, acredita a médica veterinária. “É uma profissão muito nobre, que requer uma responsabilidade muito grande.”
Campanha #SouVet
O orgulho profissional é o tema da campanha do Dia do Médico Veterinário promovida pelo CFMV neste ano. Com o conceito “Sou Vet”, a iniciativa reúne depoimentos reais de médicos veterinários que se dedicam a diferentes áreas de atuação, buscando valorizar a contribuição desses profissionais para o bem-estar e a saúde de animais e da sociedade. Acesse a página da campanha e conheça melhor as histórias que compõem esta iniciativa.
O Dia do Médico Veterinário será celebrado ao longo de todo o mês de setembro por meio de uma série de ações, que serão divulgadas em diversas mídias. O objetivo do CFMV é criar um sentimento de identificação com os médicos veterinários brasileiros, despertando nos profissionais o orgulho que eles sentem em atuar nessa nobre profissão.
O médico veterinário é o protagonista desta homenagem, portanto o CFMV convoca todos os profissionais a participarem dessa iniciativa! Os médicos veterinários que se sentirem inspirados pela campanha podem divulgar suas próprias histórias. Basta postar um depoimento por meio das mídias sociais usando a hashtag #SouVet.
Saiba mais
#SouVet: Campanha do CFMV coloca em foco o orgulho de ser médico veterinário






