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Saiba mais sobre a Febre Amarela
#ACULPANÃOÉDOMACACO
A febre amarela (FA) é uma doença viral aguda transmitida ao homem e a primatas não humanos (macacos), por meio da picada de mosquitos infectados, dos gêneros Haemagogus e Sabethes, presentes em áreas de mata.
Há dois diferentes ciclos epidemiológicos de transmissão, o silvestre e o urbano. No ciclo silvestre da febre amarela, macacos são os principais hospedeiros e o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata. No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro.
O mosquito Aedes aegypti pode disseminar a febre amarela nas cidades, mas isso não ocorre há décadas no Brasil, desde 1942.
Os macacos não são responsáveis pela transmissão da Febre Amarela, mesmo quando estão doentes. Ao contrário, esses animais são importantes pois servem como indicadores da presença do vírus em determinada região e são guias para elaboração de ações de prevenção.
A morte desses animais traz enorme desequilíbrio ambiental, além de muitos deles se encontrarem ameaçados de extinção.
Matar animais é considerado crime ambiental pelo Art. 29 da Lei n° 9.605/98. A denúncia de maus tratos a macacos deve ser feita pela Linha Verde do Ibama, pelo telefone 0800 61 8080.
Prevenção
A principal forma de prevenção contra a Febre Amarela é a vacinação. A vacinação está disponível nos postos de saúde de todo o país e é recomendada para pessoas que habitam ou visitam Áreas com Recomendação para Vacinação (ACRV).
Existem outras medidas de proteção individual que são recomendadas, como o uso de repelentes de insetos, a proteção do corpo com roupas compridas e largas, evitar o deslocamento para áreas rurais e com matas e o uso de mosquiteiros.
Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).
A dose fracionada é a utilização de um quinto de uma dose padrão (0,5 mL) da vacina febre amarela, ou seja, 0,1mL. Segundo a OMS, a proteção e segurança da dose fracionada é a mesma da dose padrão. Porém, o tempo de proteção da dose padrão é para toda a vida, já com a dose fracionada ela tem duração de pelo menos 8 anos.
Sintomas
Os sintomas iniciais da Febre Amarela aparecem de três a seis dias após a pessoa ter sido infectada. Os sintomas iniciais incluem febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia, hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.
Ao identificar alguns desses sintomas, é preciso procurar um médico na unidade de saúde mais próxima e informar sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. Outra informação importante é se a pessoa tomou a vacina contra a febre amarela e a data.
Para reconhecer um primata não humano doente é importante notar se o animal apresenta comportamento anormal, movimentos lentos, não demonstra instinto de fuga, está segregado do grupo, tem perda de apetite, baixo peso, com lesões cutâneas, secreções nasais, oculares e diarreia, entre outros sinais.
Ao encontrar macacos mortos ou com algum sintoma suspeito, o Serviço de Saúde do município ou do estado deve ser informado pelo telefone 136.
Profissionais de Saúde
A vigilância da Febre Amarela no Brasil atua para reduzir a incidência da Febre Amarela Silvestre, impedir a transmissão urbana, detectar a circulação viral e orientar as medidas de controle.
O sistema de vigilância de epizootias em primatas não humanos realizado por profissionais de saúde consiste em captar informações sobre seu adoecimento ou morte e investigar esses eventos, já que as epizootias em macacos para o risco de transmissão de Febre Amarela Silvestre para o homem.
Já a vigilância entomológica é uma ferramenta alternativa de investigação de evento suspeito de Febre amarela, baseando-se na pesquisa de vírus a partir dos mosquitos.
Para auxiliar os profissionais que atuam nas unidades básicas localizadas nas regiões com surtos de Febre Amarela, o Ministério da Saúde (MS) publicou um guia sobre a doença voltado para profissionais da área da saúde.
A doença também é o tema central de uma edição especial do boletim técnico da Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens (Abravas) sobre Febre Amarela em primatas. No boletim da Abravas, profissionais foram convidados a responder questões frequentes e com esclarecimentos importantes para os médicos veterinários.
Saiba mais
O Brasil registrou 130 casos da doença de julho de 2017 a 23 de janeiro deste ano, sendo 53 mortes e outros 162 casos suspeitos sob investigação. Foram confirmadas 453 mortes em primatas no mesmo período.
O Ministério da Saúde também informou que já enviou 57,4 milhões de vacinas para todo o território brasileiro desde 2017 e que ações de vacinação estão sendo intensificadas nos locais com circulação do vírus.
Um estudo epidemiológico divulgado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) afirmou que o número de registros de febre amarela é o maior observado em décadas nas américas.
Sistema Mundial de Informação Zoossanitária da OIE fornece dados sobre saúde animal em todo o mundo
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) criou ferramentas para facilitar o acesso de qualquer pessoa a dados sobre saúde animal, a nível mundial. Elas estão reunidas no Portal Wahis – Sistema Mundial de Informação Zoossanitária, onde os países membros da OIE enviam informação sobre os dados de eventos sanitários ocorridos nos países, relativos às doenças de animais terrestres e aquáticos em seu território.
As ferramentas do Wahis incluem o sistema de alerta precoce, para gestão imediata dos alertas de doenças da lista da OIE e doenças emergentes; o sistema de seguimento para gestão semestral da informação sobre cada enfermidade da lista; e o sistema com informações complementares que disponibiliza anualmente dados das zoonoses, populações animais e capacidade dos Serviços Veterinários, dos laboratórios e da produção de vacinas.
Há ainda o Wahis-Wild, sistema que apresenta dados sobre doenças de animais silvestres que não estão incluídas na lista da OIE. Apesar de não serem doenças de declaração obrigatória, os países membros são incentivados a disponibilizá-las de forma voluntária.
Clique aqui para acessar as ferramentas.
Mapa publica instrução normativa mais rigorosa para controle e erradicação do mormo
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, na última quarta-feira (17/01), a Instrução Normativa nº 6, que aprova as Diretrizes Gerais para Prevenção, Controle e Erradicação do Mormo no Território Nacional. As medidas fazem parte do Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos (PNSE), e devem ser aplicadas nos estados de acordo com a situação epidemiológica da doença de cada região.
A norma reforça que é obrigatória a notificação de qualquer caso suspeito de mormo ao Serviço Veterinário Oficial (SVO) do estado da ocorrência. Além dos médicos veterinários, também ficam encarregados de denunciar suspeitas da doença os produtores rurais, transportadores de animais e profissionais que atuam em laboratórios veterinários ou instituições de ensino, pesquisa ou extensão veterinária. O prazo máximo estipulado para o registro do caso é de 24 horas.
Fica a cargo do SVO a investigação clínica e epidemiológica do caso suspeito e de demais equídeos do estabelecimento envolvido, a definição das unidades epidemiológicas a serem submetidas a medidas sanitária e, se necessário, o isolamento do caso em questão. Também cabe ao Serviço Veterinário Oficial a eliminação do foco, a eutanásia, supervisionar e orientar sobre a descontaminação do ambiente; e, se necessário, a realização de necropsia e a posterior destruição da carcaça.
Seguindo a recomendação do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Mapa determina, também, que a eutanásia e destruição dos materiais usados para cama, restos de alimentos e outros itens relacionados aos casos confirmados de mormo serão realizadas no estabelecimento onde o animal se encontra, de acordo com os procedimentos e métodos aprovados pelo CFMV, no prazo máximo de 15 dias, a contar da notificação ao proprietário do animal.
Veterinários habilitados
As diretrizes determinam que os testes laboratoriais empregados para fins de trânsito de equídeos serão realizados em laboratórios credenciados, e que a colheita de amostras deve ser feita somente por médico veterinário habilitado.
De acordo com a norma, podem receber a autorização para realizar o procedimento os médicos veterinários devidamente registrados no respectivo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), e que tenha sido aprovado em capacitação específica sobre o PNSE oferecida e organizada pelo Serviço Veterinário Oficial.
Entre as atribuições do médico veterinário habilitado estão: a identificação do animal e a colheita da amostra do sangue; o envio da amostra de soro ao laboratório credenciado; e a prestação de informações e atendimento às convocações do MAPA e OESA. Também fica a cargo do profissional a responsabilidade legal pelas informações prestadas nos formulários para requisição de exame de mormo é do profissional.
O SVO será o responsável pela capacitação dos médicos veterinários, de acordo com sugestão do CFMV. O Serviço Veterinário Oficial terá o prazo de 120 dias para adequar as habilitações dos médicos veterinários para atuarem no PNSE. A lista de médicos veterinários habilitados de que trata o caput será disponibilizada no site do Mapa.
Já os testes para fins de investigação epidemiológica de suspeitas ou para a eliminação de focos serão realizados em laboratórios oficiais ou públicos credenciados pelo SVO.
Os testes a serem empregados para o diagnóstico do mormo, assim como sua utilização como teste de triagem ou complementar e sua interpretação, serão definidos em atos normativos complementares da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/MAPA), e em conformidade com o recomendado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
Febre amarela: conheça material informativo do Ministério da Saúde para profissionais de saúde
O ano de 2018 teve início com as atenções voltadas para a Febre Amarela. O Brasil registrou 35 casos da doença de julho de 2017 a 14 de janeiro deste ano, especialmente na região Sudeste e por residentes de zonas rurais ou pessoas que tiveram contato com áreas silvestres. Um estudo epidemiológico divulgado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) afirmou que o número de registros de febre amarela é o maior observado em décadas nas américas.
Segundo a Opas, o aumento observado pode estar relacionado a um ecossistema favorável para a disseminação do vírus e pelo número de pessoas que não são imunizadas.
Para auxiliar os profissionais que atuam nas unidades básicas localizadas nas regiões com surtos de Febre Amarela, o Ministério da Saúde (MS) publicou um guia sobre a doença voltado para profissionais da área da saúde.
O Guia traz informações para a identificação e manejo clínico de casos suspeitos e confirmados; encaminhamento e manejo clínico de casos graves; medidas de controle e prevenção do surto; identificação e manejo de eventos adversos pós-vacinação (EAPV); e ainda conceitos sobre a vigilância da Febre Amarela.
A doença também é o tema central de uma edição especial do boletim técnico da Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens (Abravas) sobre Febre Amarela em primatas. No boletim da Abravas, profissionais foram convidados a responder questões frequentes e com esclarecimentos importantes para os médicos veterinários.
Formas de contágio
Não é possível o contágio entre animais e de animais para seres humanos. A única forma de transmissão é pela picada dos mosquitos infectados dos gêneros Haemagos e Sabethes, que circulam em regiões silvestres. Por estarem nas matas, os macacos são os principais hospedeiros do vírus, mas o ser humano também pode se tornar um hospedeiro quando entra em áreas de mata e é picado pelo mosquito.
O último caso de Febre Amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.
Para evitar epidemias, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que pelo menos 90% da população das áreas consideradas de risco seja vacinada.
Conhece profissional que se destacou na área de bem-estar animal? CFMV recebe até 25/01 indicações para submeter à Associação Mundial Veterinária
A Associação Mundial Veterinária (WVA) anunciou, recentemente, o lançamento do 2º Prêmio WVA de Bem-estar Animal. Um médico veterinário de cada uma das seis regiões onde a WVA está presente (América do Norte, América Latina, Europa, África, África do Norte / Oriente Médio e Ásia / Oceania) será selecionado para receber a premiação. As indicações serão enviadas à associação pelas organizações-membro.
O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), integrante da WVA, quer receber da sociedade, entidades e profissionais sugestões de nomes para serem indicados a receber o prêmio. Se você conhece alguém que se destacou com iniciativas de bem-estar animal, mande um e-mail para gabinete@cfmv.gov.br até 25 de janeiro.
O e-mail deve conter dados completos do indicado (nome, endereço, telefone), currículo, e resumo sobre as contribuições no campo do bem-estar animal (artigos científicos, vídeos, envolvimento em projetos de bem-estar animal, outros reconhecimentos, etc.). As indicações serão analisadas pelo CFMV.
Sobre o Prêmio
O objetivo da iniciativa da Associação Mundial Veterinária (WVA) é reconhecer e homenagear os profissionais que contribuem para a proteção e o bem-estar dos animais e que prestam serviços de excelência aos animais, aos proprietários, aos médicos veterinários e ao público.
Os médicos veterinários selecionados serão notificados pela WVA até 1º de março. A cerimônia de entrega do prêmio será em Barcelona, Espanha, de 5 a 8 de maio deste ano, durante o 34º Congresso Mundial de Veterinária. Os vencedores serão convidados a participar do evento com todas as despesas de viagem e hotel pagas e receberão de 5 mil euros como premiação. As inscrições incompletas e informações recebidas após o prazo serão automaticamente rejeitadas.
Governo espera que Brasil seja reconhecido como país livre de febre aftosa com vacinação
Está previsto para maio o anúncio do reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) do Brasil livre de febre aftosa com vacinação.
O processo de erradicação da doença no país chegou ao fim com a declaração de novas zonas livres da doença em dezembro de 2017. Em abril, completaram-se 11 anos sem registro de ocorrência de aftosa no país.
Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) o reconhecimento da OIE deve consolidar o processo de reconhecimento realizado pelo Mapa.
Uma das estratégias que têm sido adotadas pelo Ministério em relação ao enfrentamento da doença é a execução do Plano Estratégico do PNEFA 2017-2026 com o objetivo de criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa com vacinação e ampliar as zonas livres da doença (sem vacinação).
Nova vacina
O Mapa também anunciou que a nova vacina contra a Febre Aftosa, prevista inicialmente para este ano, só estará disponível no mercado em 2019. Segundo o Departamento de Fiscalização de Insumos Agropecuários (DFIP) da Coordenação de Produtos Veterinários, a previsão anterior era a de que o período de testes fosse concluído em novembro, "mas em razão do número de partidas (lotes) a serem testadas, definiu-se para dezembro de 2018".
A chamada "nova vacina" traz alterações à formulação utilizada na imunização do rebanho brasileiro desde 1992, com exceção de Santa Catarina (onde não há mais vacinação), como a redução da dose de 5 mililitros para 2 ml e a retirada do antígeno C.
Ainda de acordo com o DFIP, para que as mudanças sejam feitas é necessário fazer testes de segurança e eficácia do produto. De acordo com as regras estabelecidas, três lotes de cada marca comercial serão submetidos a estas análises, feitas pelo governo e pelos fabricantes, que serão iniciados em janeiro de 2018 e concluídos em dezembro de 2018.
Leia também: Pará fecha 2017 com alta cobertura vacinal contra a febre aftosa
Mapa abre consulta pública sobre Regulamento Técnico na área de Alimentação Humana e Animal
O Ministério da Indústria, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou nesta quarta-feira (10/01), no Diário Oficial da União (DOU), informações sobre consulta pública do Projeto de Instrução Normativa (IN) que visa aprovar o Regulamento Técnico Identidade e Qualidade e Procedimentos para uso na Alimentação Animal de Coprodutos da Indústria da Alimentação Humana e Animal. Coproduto é o produto destinado à alimentação animal obtido a partir do processamento dos resíduos sólidos provenientes das indústrias alimentícias.
Interessados têm 60 dias para enviar suas sugestões. Mais informações, clique aqui.
Mapa abre consulta para aprimorar regulamentação de produtos cárneos e vegetais
Está sob consulta pública a proposta de Instrução Normativa (IN) sobre produto cárneo temperado não submetido a tratamento térmico, de acordo com a portaria do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) nº146/2017. Com isso, a órgão pretende estabelecer regulamento técnico para identidade e requisitos mínimos de qualidade desses produtos.
A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), no mês passado. Interessados terão 60 dias para participar, a contar da data da publicação. Mais informações, clique aqui.
O Mapa também colocou, em dezembro, sob consulta pública a “Certificação Sanitária na exportação de produtos de origem vegetal, seus subprodutos e resíduos de valor econômico”, por meio da portaria n° 142/2017. A proposta de IN estabelece requisitos, critérios e procedimentos para esses produtos. Quem quiser contribuir com a nova norma, terá 90 dias para enviar sugestões, a contar com a data da publicação.
Para acessar regras de envio e informações sobre esta portaria (n° 142), clique aqui. As contribuições podem ser enviadas ao e-mail “cgqv-dipov@agricultura.gov.br”, de acordo com o modelo no Anexo I da publicação.
